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INSEGURANÇA PÚBLICA

“Mais de 30 anos de polícia para ele morrer de graça”, diz irmã de sargento

O sargento Marco Antônio foi morto durante tentativa de assalto num bar em Vitória

A tenente da reserva Soraya Beatriz, irmã de Marco Antônio (destaque), é consolada pela amiga Mirian Batista

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“Mais de 30 anos de polícia para morrer assim, de graça!”. O desabafo é de Soraya Beatriz Romania, irmã do sargento da Polícia Militar Marco Antônio Romania, 53 anos, assassinado na noite de quarta-feira (16) em um bar de Joana D’Arc, em Vitória.

Ele estava com amigos quando três criminosos entraram anunciando um assalto. A vítima era um dos cinco clientes que estavam assistindo a um jogo de futebol no bar – localizado a cerca de 1,5 quilômetro do Quartel da PM, em Maruípe. Marco torcia para o Fluminense.  

Testemunhas relataram que os três bandidos já entraram baixando as portas e mandando todos levantarem as camisas. Dois deles estavam armados. 

O trio foi levando as vítimas para a cozinha, mas Marco teria ido na direção oposta e tentado sacar sua arma, para se proteger. Nesse momento, os bandidos atiraram. O policial foi atingido na cabeça, pescoço e na nuca. Em seguida, os criminosos fugiram levando a arma do militar. 

Logo após os tiros, vizinhos foram até a casa do sargento para dar a notícia à família. 

“A inquilina dele veio aqui e perguntou se eu tinha ouvido tiros, dizendo que ele tinha sido baleado. Falei: ‘Não é possível!’. Meu outro irmão foi lá ver, e era verdade. Eu não tive coragem de ir”, contou a irmã do sargento, Soraya, de 56 anos.

Câmeras

A reportagem teve acesso a imagens de videomonitoramento da região e descobriu que os bandidos ficaram observando o local durante seis minutos antes de entrar. Além dos três que entraram no bar, outros dois criminosos ficaram dando cobertura.

Um carro prata chega na rua Atílio Sperandio às 22h59. Um suspeito sai do veículo e fica rodando pela região. Ele dá a volta no quarteirão e, depois, fica vigiando a entrada do bar, de longe, em uma pracinha.

Às 23h05, outros três criminosos saem do veículo e entram no estabelecimento. O quinto fica em pé, do lado da porta do motorista. O trio fica um minuto dentro do bar e foge, junto com os dois comparsas.

Até o fechamento desta edição, ninguém tinha sido preso.

Policial iria se aposentar dentro de seis meses

Foi no Corpo de Bombeiros que o sargento Marco Antônio Romania, 53, morto em um bar de Joana D’Arc, em Vitória, a cerca de 300 metros da sua casa, começou a sua carreira militar. 

Depois, ele seguiu para a Polícia Militar, onde atuava há 32 anos. 

De acordo com a família, só faltavam seis meses para ele se aposentar, mas a violência destruiu o futuro da vítima. No próximo dia 5, o policial faria aniversário.

“Ele estava com muita expectativa, vários planos. Estava terminando a casa dele, para poder casar com a noiva. Estamos todos arrasados. Meu irmão era muito alegre, um ser humano honesto, trabalhador”, relatou Soraya Beatriz Romania, tenente militar da reserva, de 56 anos. 

Ao todo, eles são em quatro irmãos. Marco deixou duas filhas, de 16 e 28 anos.

O sargento era muito querido no bairro. “Morava aqui desde os 5 anos, então era muito conhecido, frequentava bastante todos os bares”, relatou a irmã. 

Quem também estava inconsolável era uma amiga de Marco, a pedagoga Mirian Batista, 39. “Ele era o melhor ser humano do mundo, um grande coração. Por onde passava, deixava só coisas boas”.

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