
A polícia já estava juntando provas contra o investigado desde o dia do assassinato, na segunda-feira (16). Logo depois do corpo da atendente ter sido encontrado no meio da rua, em Camará, na Serra, com um tiro na nuca, a polícia começou a receber denúncias anônimas.
“A partir desse momento, a gente intensificou os trabalhos no bairro e já estávamos conseguindo vestígios suficientes que apontavam a autoria para ele. Sabendo que a equipe já estava no bairro novamente, ele percebeu que a gente ia chegar até ele e se dirigiu até a delegacia”, explicou a delegada Raffaella Aguiar, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM).
O suspeito foi até a Delegacia Regional da Serra usando as duas alianças, o que chamou a atenção da delegada.
Em depoimento, Isaías declarou que a morte aconteceu após uma discussão. “Ele relatou que ela tinha deixado o celular cair no chão e proferiu um palavrão. Ele a repreendeu e a eles começaram uma discussão banal”, explicou a delegada.
Depois disso, a atendente seguiu para o ponto de ônibus, a caminho do trabalho, e marido a seguiu, armado. “Ele foi no encalço dela e o tiro que a matou foi encostado na nuca. Ela não teve nenhuma reação; deve ter visto que era o marido se aproximando, não deu importância e aí ele a executou”, ponderou Aguiar.
A arma, segundo o acusado, estava guardada com ele há anos, depois de ser achada na rua. Ele foi preso temporariamente e as investigações continuam para que Isaías seja indiciado pelo crime.