
Segundo informações de policiais militares que realizaram a prisão do suspeito, por volta das 13 horas, vizinhos denunciaram ao Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), por meio do número 190, que a mulher estava sendo agredida.
Ao chegar ao local, os militares localizaram o suspeito e a vítima. A mulher, que teve queimaduras na perna esquerda, estava com medo de retaliações do marido e não queria que a polícia tivesse sido chamada.
Uma ambulância do Samu (192) foi ao local para realizar o socorro da vítima, mas ela não queria ser medicada, nem levada ao hospital.
Os socorristas conseguiram convencer a dona de casa e a levaram para o Hospital Estadual Doutor Jayme Santos Neves, em Morada de Laranjeiras, na Serra.
A mulher também se negou a prestar depoimento na delegacia. Mas testemunhas revelaram aos policiais que as agressões são constantes.
Vizinhos disseram aos militares que essa foi a terceira vez que a polícia esteve na residência por causa de agressões do pintor contra a mulher.
O suspeito foi conduzido para o Plantão Especializado da Mulher, no bairro Ilha de Santa Maria, em Vitória.
Da unidade policial, ele foi levado a um hospital para avaliação médica, pois estaria com pequenas queimaduras no braço.
Quando era levado pelos policiais, o pintor negou, em entrevista à reportagem de A Tribuna, que teve a intenção de ferir a mulher. Ele disse que a queimadura foi acidental, durante uma discussão do casal. “No calor, ali, a gente se esbarrou e aconteceu”, declarou o suspeito.
Aos militares, porém, o pintor confessou que jogou o óleo quente na companheira propositalmente.
Depois, ele prestou depoimento na delegacia. O nome do suspeito não está sendo divulgado pela reportagem porque, até o fechamento desta edição, a delegada de plantão ainda não havia encerrado a ocorrência e não sabia se ele seria ou não autuado e encaminhado para o presídio.