Suspeito de matar Ellen Geni Gonzáles Costa, de 29 anos, o mecânico industrial Thomas Henrique Damas Neto Sottani, de 25, disse à polícia que dormiu duas noites dentro da residência do casal com o corpo de Ellen lá dentro.

“Não acho que ele demonstrou arrependimento, não. Porque depois que ela veio a óbito, ele fala queria reanimá-la, mas ao mesmo tempo ele não ligou para o Samu, não tentou buscar a ajuda de ninguém, e depois ele ainda dormiu na mesma casa que ela por dois dias. É esquisito, né?”, declarou Almeida.
Outra informação que chamou a atenção da delegada foi o fato de Thomas ter quebrado uma das mãos no momento em que deu um soco no rosto da vítima.
“A perícia já nem tem dúvidas. Foi ele. Ele já confessou, e há provas contundentes contra ele. Inclusive na hora que ele desferiu um soco na vítima, ele quebrou a mão. Depois, ele a esganou.”
Além da mão quebrada, outras lesões que haviam no corpo do suspeito, como diversos arranhões no rosto, demonstram, de acordo com a delegada, uma possível tentativa de defesa da vítima, ao contrário do que defendeu a advogada de Thomas, Rosana Carlos Ribeiro.
Rosana afirmou que as lesões indicavam que o cliente dela havia sido agredido pela vítima. A delegada não acredita na versão do suspeito de que ele agiu em legítima defesa.
“Como é habitual nos casos de feminicídio, o autor sempre joga a culpa para a vítima, que não tem mais como se defender em virtude de ela ter vindo a óbito.”
Como não houve flagrante, a delegada representou pela prisão preventiva de Thomas por feminicídio. O pedido foi concedido no início da noite desta quarta-feira (7). O suspeito foi encaminhado para o Centro de Triagem de Viana. Hoje, ele deve passar por uma audiência de custódia.
