Um churrasco de aniversário acabou em tragédia no bairro Guaranhuns, em Vila Velha.
Um mecânico de 32 anos foi buscar cerveja e chips para continuar a festa, mas acabou baleado durante um confronto entre a polícia e traficantes da região e morreu no hospital.
O caso aconteceu por volta das 22h40 da última sexta-feira (23).
Segundo familiares da vítima, após acabar a cerveja no evento que acontecia na casa da cunhada, ele saiu sozinho de carro para buscar mais cerveja em uma distribuidora próxima ao local do crime.
Ao pegar o produto, ele voltou para buscar um chips para a sua esposa, de 27 anos, quando teve início uma troca de tiros entre policiais e traficantes da região.
Segundo familiares, ele estava assustado e teria tentado fugir do local com o carro, mas os policiais o balearam.
Segundo a Polícia Civil, o caso foi considerado como homicídio em confronto com agente do Estado. A ocorrência será investigada pelo Serviço de Investigações Especiais (SIE).
Ainda de acordo com a Polícia Civil, o corpo do mecânico foi levado para o Departamento Médico Legal (DML) de Vitória para ser analisado e, em seguida, liberado para a família.
De acordo com a Polícia Militar, durante o policiamento do Batalhão de Ações com Cães (BAC), um adolescente, de 17 anos, e outro indivíduo teriam corrido em direção aos militares dizendo que dois homens em um veículo apontaram armas na direção deles.
Em seguida, a equipe teria visto o carro saindo do local em alta velocidade. A ordem de parada foi dada, mas não teria sido obedecida, fato que deu início à troca de tiros. Os suspeitos teriam fugido.
O mecânico de 32 anos deu entrada no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba) com lesão de arma de fogo, mas ele resistiu aos ferimentos e morreu.
Em nota, a PM afirma que “provavelmente, ele seria um dos indivíduos que atirou contra os militares”.
A família, no entanto, desmente a versão da Polícia. O irmão mais velho, de 37 anos, afirma que a vítima não teve parte na troca de tiros, nem portava armas e não era envolvido com o tráfico de drogas.
“O meu irmão era um pai de família exemplar e trabalhador. Quando ele saia para o trabalho, eu chegava do meu e sempre brinquei com ele perguntando se ele estava indo para o Shopping. Triste vai ser agora eu chegar do meu trabalho e não ver, nem poder brincar com ele mais”.
A vítima morava no bairro Itaquari, em Cariacica, e deixou a esposa de 27 anos e mais dois filhos, uma menina de quatro anos e um menino de dois.