O sargento da Polícia Militar Clemilson Silva de Freitas, que agrediu um frentista em um posto de gasolina retornou ao trabalho após quase um ano licença médica.

Ele ficou afastado das funções após tirar quatro licenças médicas psiquiátricas seguidas.
A Corregedoria ainda informou que o militar está respondendo a um Processo Administrativo Disciplinar, além de responder processo no Ministério Público, que ofereceu denúncia pelos crimes de lesão corporal, injúria e ameaça.
Relembre o caso
No dia 22 de janeiro, o sargento foi ao posto onde o frentista Joelcio Rodrigues dos Santos, de 39 anos, trabalhava e não gostou quando o funcionário do local pediu para que ele descesse da moto durante o abastecimento do veículo.
“Eu expliquei que era protocolo de segurança ao cliente, mas ele achou ruim e agiu com grosseria. Até dei a opção para falar com o dono do estabelecimento, mas ele já saiu dizendo que ia voltar”, relatou Joelcio à reportagem de A Tribuna na época.
No dia seguinte, o PM retornou e foi atrás do frentista. Segundo Joelcio, o militar já chegou falando: “Pede para eu sair da moto agora”. Em seguida, partiu para agressão. Uma câmera de segurança do posto flagrou o momento em que o policial acerta um tapa no rosto do frentista.
Na época, a Polícia Militar informou, por meio de nota, que “adotou, desde o início, todas as providências necessárias à instauração do processo apuratório”. Preventivamente, o policial investigado foi afastado de suas funções operacionais.
Na época da agressão, a empresa transferiu Joelcio para outro posto, por medo de alguma retaliação por parte do militar. “Eles me deram até férias. Fiquei 30 dias em casa, porque meu psicológico não estava muito bem. E, mesmo depois de ter sido transferido e de todo esse tempo, eu continuo com medo dele voltar e tentar alguma coisa contra mim”, afirmou.