Três pessoas morreram na tarde de quinta-feira (8), durante uma detonação de explosivos em Guaporé, no interior do Rio Grande do Sul. Dois dos mortos eram militares do Exército Brasileiro. Outras cinco pessoas ficaram feridas.
Os artefatos explosivos foram apreendidos pela manhã durante uma operação da Polícia Civil, que também apurou posse e porte irregular de materiais de uso restrito do Exército. Foram recolhidos 700 kg de explosivos e o material foi encaminhado para detonação em uma pedreira na zona rural do município.
“As primeiras informações dão conta que ocorreu uma primeira detonação e, durante a verificação do material, houve outra explosão, que resultou nessa tragédia. As vítimas são dois militares do Exército e um funcionário da empresa. Os feridos foram levadas ao hospital de Guaporé”, esclareceu o delegado Tiago Lopes de Albuquerque ao portal GZH.
A operação também prendeu duas pessoas e cumpriu nove mandados judiciais de busca e apreensão em Guaropé.
Durante os seis meses de investigação, a Polícia Civil confirmou que uma empresa do ramo de terraplanagem adquiria uma quantidade maior que a necessária de explosivos. Para a redução de custos com frete e escolta, além de não prestar informações sobre as novas explosões, como previsto na lei, o material era usado em projetos de maneira irregular.
