Há um ano, um verdadeiro mistério intriga polícia e causa angústia a uma família de Mimoso do Sul. Em agosto do ano passado, o produtor rural Francisco Marquez, na época com 53 anos, desapareceu, sem deixar qualquer pista.
A família encontrou a casa trancada. Tudo foi deixado para trás, apenas o celular e a carteira com os documentos foram levados. A picape dele também ficou. A residência foi periciada, mas a polícia não encontrou sinais de violência.
“Minha família está muito mal. Está angustiada, agoniada, se sentindo para baixo por não ter notícias, por não saber de fato o que aconteceu com meu tio”, disse a servidora pública Deila Torres, 30.
Francisco, que residia no sítio Areia Branca, distrito de Conceição de Muqui, foi visto pela última vez no dia 16 de agosto de 2019, em casa, por um sobrinho. No dia 23 do mesmo mês, o sobrinho retornou e não o encontrou mais.
Casado e pai de dois filhos, que residem fora, Francisco estava sozinho em casa. Sua mulher passava alguns dias em Muqui cuidando da filha, que teve complicações no parto, e do neto que acabara de nascer.
Assim que soube do desaparecimento, o irmão foi até a casa que estava trancada e arrombou a fechadura para entrar. A comida estava toda estragada.
“A gente vive um martírio. Um pesadelo por não ter notícias. Minhas tias choram muito, meu pai (irmão de Francisco) também chora, a esposa dele sofre demais. A gente precisa de uma resposta. Que a Justiça e a polícia dessem mais atenção”, lamentou Deila.
Segundo ela, a picape do tio continua até hoje apreendida no pátio da delegacia. O delegado Romulo Carvalho Neto afirma que a polícia fez diligências, mas não obteve êxito na localização do desaparecido. Ele afirma ainda que as investigações continuam e que as informações que chegam são verificadas.
“Já investigamos várias hipóteses, mas ainda não foi possível definir o que de fato aconteceu. A residência da vítima era na zona rural e não há testemunhas. Ademais, a perícia não encontrou vestígios de violência no local”, explicou.
Para o delegado, o caso é um grande mistério. “É muito difícil. Nossa maior vontade era já ter solucionado esse caso. A família sofre muito com essa situação e queríamos já ter dado uma resposta concreta”, justificou.
Quanto à picape, o delegado ressaltou que somente a Justiça pode restituir o veículo para a família.

