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Polícia

Morador tem dedo cortado e sofre tortura dentro de condomínio na Serra

Um morador, de 58 anos, foi torturado a pauladas, facadas e teve um dos dedos decepado dentro do próprio apartamento onde mora, no Condomínio ...

Ourimar I e II têm histórico de crimes e tráfico de drogas, desde sua fundação

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Ourimar I e II têm histórico de crimes e tráfico de drogas, desde sua fundação (Foto: PM/ES)

Um morador, de 58 anos, foi torturado a pauladas, facadas e teve um dos dedos decepado dentro do próprio apartamento onde mora, no Condomínio Ourimar, na Serra.

Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu por volta das 10h30 de ontem. Pelo menos duas pessoas arrombaram a porta do apartamento, no quarto andar, e cometeram as agressões contra o morador.

Marcas de sangue ficaram no corredor do quarto andar até o térreo do edifício, caminho que a vítima percorreu para pedir socorro, após a saída dos torturadores. Vizinhos socorreram o homem e acionaram o Samu–192.

A vítima foi levada para o hospital Jayme Santos Neves e, segundo policiais, não conseguiu dar depoimento, porque não conseguia falar, devido à gravidade dos ferimentos no rosto.

A motivação do crime ainda é um mistério. Investigadores disseram que já têm pistas dos suspeitos, mas não podem divulgar para não atrapalhar as investigações.

Um conhecido do homem agredido, que pediu para não ser identificado, contou à reportagem que a vítima estava sendo ameaçada desde as 5 horas da manhã de ontem.

Disse, ainda, que soube que o morador do condomínio Ourimar havia sido vítima da tortura por meio de redes sociais. Fotos do homem com o rosto inchado e com o dedo cortado circularam pelo WhatsApp, ontem.

O homem agredido vive no local há cerca de dois anos. Atualmente, separado da ex-mulher, ele mora sozinho. Desempregado e sem profissão definida, a vítima paga as prestações do financiamento do imóvel com a ajuda de familiares e amigos.

O morador agredido está tentando se aposentar, teria problemas psicológicos e faz tratamento com medicamentos psiquiátricos.

Uma equipe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e peritos estiveram no apartamento e no hospital para colher informações e evidências que ajudem a elucidar o crime.

Devido ao histórico de tráfico de drogas e crimes diversos ocorridos no condomínio nos últimos anos, surgiram diversas informações de que o crime teria relação com traficantes do local. A polícia afirmou, no entanto, que a motivação do crime não tem relação com o tráfico de drogas.

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