“Ela chegou bem arrumada e perguntado se o dono da obra tinha uma vaga de emprego, quando eu virei as costas, ela pegou meu celular e fugiu de bicicleta”. Esse é o relato de um pedreiro, 48 anos, que foi vítima de um furto, em Itapuã, Vila Velha, na segunda-feira.
Além do pedreiro, outros moradores e comerciantes do bairro denunciam uma onda de assaltos na região, que registrou 162 ocorrências de furto e roubo a estabelecimentos comerciais e a pessoas em vias públicas, neste ano.
“Precisamos saber para onde o produto furtado ou roubado está indo porque aqui em Itapuã estão andando com facas e canivetes na mão e roubando em todo o momento”, completou o pedreiro.
Já o comerciante Miguel Monteiro, 57 anos, teve prejuízo de R$ 15.000 e conhece várias vítimas. “Minha funcionária foi roubada, três dias depois a amiga dela também, aqui na porta. Passou uma semana, tive a moto furtada na porta do meu comércio”.
Ainda segundo Miguel, em agosto, um homem chegou se passando por um morador de rua, sentou-se na calçada e por volta das 2 horas, quando o bar estava fechando, ligou a moto facilmente e saiu. O comerciante só se deu conta depois quando conseguiu imagens de videomonitoramento.
De acordo com o presidente da associação de moradores, Antônio Soares, 62 anos, a polícia tem trabalhado, mas o efetivo não atende a região.
“É verdade que Itapuã tem assaltos, mas parte dos assaltantes são moradores em situação de rua que veem oportunidades e cometem os crimes. Também é importante o morador fazer o registro do boletim para termos as estatísticas para argumentar nas reuniões, pois muitos casos são subnotificados”.
Na quarta-feira, câmeras flagraram momento em que um homem pegou uma pedra e quebrou o vidro de um carro na rua. “Ele veio sem motivos aparentes, simplesmente tacou a pedra e saiu andando sem levar nada”, disse Antônio.
A Polícia Militar informou que a 1ª Companhia do 4° Batalhão realiza o policiamento ostensivo 24 horas por dia em todo o bairro Itapuã, em Vila Velha. Além do patrulhamento preventivo, a região tem diversas operações diárias.
“Os moradores e comerciantes da região contam ainda com um grupo de WhatsApp, com policiais da unidade, abrindo assim mais um canal de comunicação. É importante reforçar que a qualquer ocorrência ou suspeita de crime, uma viatura seja acionada pelo Ciodes (190)”, informa a nota.
