
O velório e o enterro acontecerão durante a tarde desta segunda-feira (30) no cemitério Memorial Necrópole Ecumênica, também na cidade.
“Há uma indignação muito grande. Quero ver todos eles presos. Desde o dono aos que participaram junto. Quem manda, tem que ser punido, também, e com o mesmo rigor. Ele [o proprietário do estabelecimento] estava no local e nem para socorrer o meu filho?”, disse o pai Isaías de Paula à reportagem.
O pai cobra maior punição. “O meu filho ficou jogado na rua, a lei tem que ser severa. Tem que haver uma punição severa sobre eles. O meu filho já foi, eu já perdi ele. E, agora, eles vão ficar por aí andando na rua? Eu quero justiça”.
O jovem estava internado deste o último dia 7 na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa de Misericórdia da cidade. O hospital informou que o “paciente permaneceu em coma e, mesmo sem sedação, não demonstrou nenhuma resposta neurológica, vindo a falecer no início da noite”.
Durante o período, Lucas chegou a passar por cirurgia para drenar um hematoma que se formou dentro do cérebro, após sofrer politraumatismo.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela polícia, a confusão foi iniciada pela discordância no valor da conta. “Foi R$ 15, uma Skol Beats que ele não consumiu. Tudo começou por causa disso”, contou o pai.
Isaías ainda relatou que cerca de oito seguranças agrediram o garoto até a saída do estabelecimento e que pessoas que tentaram apartar também foram agredidas. O boletim de ocorrência diz que um advogado de 24 anos e um eletricista de 21 também sofreram agressões, sem gravidade.
O documento também informa que o chefe da segurança da casa noturna teria dito à polícia que não viu nenhuma agressão e que pediu aos funcionários da casa que tirassem o rapaz do local porque ele não tinha pago a comanda.
O bar e casa noturna Baccará Backstage, localizado no bairro Embaré, foi intimado pela prefeitura de Santos para encerrar suas atividades no último dia 10.
O caso antecipou a fiscalização da prefeitura, que formou uma força-tarefa para decidir pela aprovação ou não do alvará definitivo da casa -o local funcionava com um alvará provisório. A emissão, no entanto, foi negada porque as instalações descumprem a legislação municipal.
Segundo a prefeitura, a casa noturna não poderia ter entrada por uma avenida e saída por outra. Além disso, não tinha sido feita uma vistoria da Secretaria do Meio Ambiente.
Os fiscais entregaram a intimação determinando que o proprietário encerre as atividades imediatamente. Caso ele descumpra, está sujeito à multa que vai de R$ 1,3 mil a R$ 10 mil e embargo.
O processo de emissão do alvará vai continuar tramitando, mas o documento só será concedido se forem realizadas as adequações.