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GUARAPARI

Motoboy assassinado: arma usada foi comprada na feira de Aribiri

Informação foi confirmada pelo delegado Franco Malini, que conduz as investigações

Crime aconteceu na tarde de terça-feira

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A arma usada no assassinato do motoboy e repositor de supermercado Dyogenes Nascimento dos Santos, 25, na tarde de terça-feira em Guarapari, foi adquirida de forma ilegal na feira de Aribiri, em Vila Velha.

A informação foi confirmada pelo delegado Franco Malini, que conduz as investigações pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, de Guarapari.  

Suspeito do crime, o comerciante Ronny Almeida Baptista, 30 anos, se entregou na 5ª Delegacia Regional na  quarta-feira, 23 horas após o assassinato. No final da tarde um mandado de prisão temporária em nome dele foi expedido pela Justiça, e o comerciante ficou preso.  

Ronny é acusado de assassinar o motoboy Dyogenes Nascimento dos Santos, 25, no meio da rua, na última terça-feira.  

“Ele compareceu espontaneamente na delegacia, mas o mandado de prisão foi pedido no começo do dia e a Justiça expediu no final da tarde, quando ele (Ronny) já estava na delegacia. Ele fala que adquiriu a arma há cerca de 20 dias, por causa das ameaças. Disse que comprou na feira de Aribiri, em Vila Velha, mas isso também será investigado”, explicou Malini.

A motivação do crime, segundo o delegado, ainda é investigada, e o autor dos disparos alegou que era ameaçado pela vítima por conta de um incidente de trânsito que ocorreu há cerca de dois meses. 

“Ele disse que foi por ele não ter dado seta, e depois o indivíduo teria ido na distribuidora de bebidas dele, e teria ameaçado a esposa dele. Não há nenhuma ocorrência registrada contra a vítima como crime de ameaça. Assim que identificamos o autor, pesquisamos sobre o registro da arma e vimos que não tinha. Então partimos do princípio que a arma era irregular, o que reforçou a necessidade de pedir a prisão dele”, completou Malini.  

Ao delegado, Ronny ainda detalhou algumas ameaças. “Vamos ouvir as testemunhas”, disse. O advogado do acusado, Lucas Neto, declarou que já entrou com um pedido de habeas-corpus para que Ronny possa responder em liberdade.

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