Um motorista de aplicativo, de 35 anos, viveu momentos de pânico durante uma corrida na noite de sábado (10), que começou na Serra e terminou em Jardim Marilândia, Vila Velha. Ele foi sequestrado e colocado dentro do porta-malas do próprio carro.
Enquanto estava preso, os bandidos rodaram com o veículo e ainda trocaram tiros. Um disparo transfixou a lataria e quase atingiu a vítima.
A corrida do terror começou na praça de André Carloni, na Serra. A vítima contou para a Guarda Municipal que pegou dois passageiros no local, com destino a Castelo Branco, em Cariacica. Ao chegar lá, outros dois suspeitos entraram no veículo e colocaram o motorista no porta-malas.
Dois dos quatro criminosos estavam armados, com revólver e pistola. Com a vítima presa no porta-malas, a quadrilha começou a rodar com o carro, um Toyota Etios cinza. Eles estavam em alta velocidade e faziam diversas manobras perigosas.
Em um determinado momento, segundo o motorista, o carro parou e começou uma troca de tiros. Um disparo chegou a atingir a lanterna direita do carro e transfixou a lataria, quase atingindo o local onde a vítima estava com a cabeça.
Após a troca de tiros, os bandidos ainda rodaram um tempo com o motorista, até abandonarem o carro em Jardim Marilândia. Percebendo que estava sozinho, a vítima começou a bater no porta-malas, em busca de socorro.
“Eu estava em casa quando ouvi umas batidas na lataria, achei que era alguém consertando alguma coisa. Quando olhei para a rua percebi que era alguém dentro do porta-malas. Chamei meu cunhado e ele ligou para a Guarda Municipal”, contou um motorista, de 48 anos, sem de identificar.
O cunhado dele, um guarda-vidas de 43 anos, revelou que a vítima estava desesperada. “Eu perguntei a ele o que tinha acontecido e ele começou a pedir pelo amor de Deus para que alguém ajudasse, porque ele não fazia ideia de onde estava. Ele estava desesperado.”
Os agentes da Guarda chegaram ao local e resgataram a vítima, que estava sem ferimentos. Os criminosos levaram os pertences dele que estavam dentro do carro, como celular e documentos. O caso foi registrado na Delegacia Regional de Vila Velha e será investigado.
