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Motorista de aplicativo pede socorro no compartilhamento de viagem e é salva

Uma motorista de aplicativo, de 36 anos, conseguiu ajuda e evitar um crime contra ela após pedir por socorro em um grupo de WhatsApp. Segundo ...

Percebendo que poderia ser vítima de um roubo, a motorista aproveitou a distração do suspeito e fingiu que estava iniciando a corrida para mandar uma mensagem de socorro

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Percebendo que poderia ser vítima de um roubo, a motorista aproveitou a distração do suspeito e fingiu que estava iniciando a corrida para mandar uma mensagem de socorro (Foto: Divulgação)

Uma motorista de aplicativo, de 36 anos, conseguiu ajuda e evitar um crime contra ela após pedir por socorro em um grupo de WhatsApp. Segundo informações da vítima, ela se aproveitou de um momento de distração do suspeito para mandar uma mensagem de “SOS” pelo aplicativo.

Tudo começou por volta das 19 horas desta terça-feira (21). A motorista estava aguardando em um estacionamento de estabelecimento na avenida Carlos Lindemberg, quando recebeu um chamado para uma corrida no bairro Santa Rita para região do centro de Vila Velha.

Ao chegar no local para pegar o passageiro, ela percebeu que a rua era sem saída e havia um grupo de homens sentados no meio da rua.

“O passageiro saiu deste grupo e entrou no carro já dizendo para eu ficar de boa. Percebi que ele estava alterado, como se estivesse bêbado ou drogado. A sensação era que todos daquele grupo estavam alterados. Questionei qual era o destino dele e ele mandou eu ficar quieta”.

Neste momento, a profissional percebendo que poderia ser vítima de um roubo, aproveitou a distração do suspeito e fingiu que estava iniciando a corrida e mandou uma mensagem de socorro ao grupo com participantes motoristas de aplicativo.

O suspeito então mandou que ela ignorasse o GPS e seguisse as ordens dele.

“Ele sentou atrás de mim e ficava me dando ordens falando no meu ouvido. Questionei se ele iria me assaltar, ele mandava eu calar a boca. Quando viram a mensagem de socorro no grupo, a galera começou a me ligar. O rapaz percebeu que toda hora meu telefone recebia ligações e dizia para eu não atender, com medo, eu ignorava as ligações”.

Em determinado momento, a mulher informou ao suspeito que os amigos iriam ficar preocupados e chamariam a polícia.

Disse ainda que, como o veículo tinha rastreador, a polícia chegaria até ele. Foi quando ele permitiu que a motorista atendesse a ligação, mas pediu que ela não revelasse nada.

“A ligação estava no viva-voz. Uma amiga minha que também é motorista de aplicativo avisou que já estavam atrás de mim. Ela disse para que o cara percebesse que eu não estava sozinha. Foi quando ele disse para parar o carro”.

Ao descer do veículo, o homem ainda olhou para ela e disse “Dessa vez você se livrou”, fugindo correndo logo após. Para a motorista, o suspeito pretendia roubá-la.

A vítima não conseguiu denunciar o perfil para o aplicativo de viagem, pois durante a viagem, em meio ao nervosismo, havia cancelado a corrida sem querer.

“Não quis me arriscar para saber se ele estava armado, seguir as orientações dele. Fica um sentimento de medo. Eu só tenho isso para me sustentar. Voltei a trabalhar, mas não consigo aceitar muitas corridas, acabo cancelando. Não quero trabalhar a noite. Se não fosse me roubar, ele poderia fazer outra coisa comigo”.

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