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Motorista de aplicativo vai à delegacia explicar sumiço de advogado

O motorista de aplicativo que levou o advogado Henrique Toscano Campo Dall’orto, de 35 anos, para uma corrida procurou a polícia após ficar sabendo ...

Última atualização

O motorista de aplicativo que levou o advogado Henrique Toscano Campo Dall’orto, de 35 anos, para uma corrida procurou a polícia após ficar sabendo do desaparecimento do rapaz. 

O motorista afirmou que foi até o bairro Jardim da Penha, em Vitória, para fazer a viagem com Henrique, que disse ser do interior do Estado. 

De acordo com os policiais da Delegacia Regional de Vila Velha, onde o motorista foi ouvido na tarde deste sábado (15), o condutor do carro teria dito que, quando passava pela Terceira Ponte, o advogado pediu que ele fosse devagar, porque queria tirar fotos para a mãe.

Henrique Dall'Orto está desaparecido desde 4 de junho (Foto: Acervo Pessoal)

No momento em que o veículo chegou ao vão central da ponte, Henrique teria colocado uma faca na barriga do motorista e o forçado a parar. Depois, teria descido do carro. O motorista disse ainda que foi ameaçado pelo advogado, que exigia que ele deixasse o local.

Segundo os policiais, o motorista revelou que foi embora e não sabe o que aconteceu com o advogado. Ele disse ainda que acionou a Polícia Militar após o desaparecimento do advogado. 

Os policiais foram informados que, nesse mesmo dia, foi registrado pelo Corpo de Bombeiros um caso de afogamento. Mas a polícia não deixou claro se seria o advogado ou outra pessoa, nem informou o dia específico.

Após conversarem com o delegado na Delegacia Regional de Vila Velha, o motorista de aplicativo e familiares do advogado foram à Delegacia de Pessoas Desaparecidas (DPD), em Vitória, para prestarem depoimento.

Relembre

Desde o último dia 4, o advogado Henrique Toscano Campo Dall’orto, de 35 anos, foi dado como desaparecido pela polícia. Ele não atende ao celular e não aparece no apartamento onde mora, em Jardim da Penha, Vitória.

A irmã dele, a também advogada Lívia Toscano, contou que Henrique não faz uso de medicamentos ou drogas e não tem histórico de depressão. “Meu irmão é um rapaz super de bem com a vida, se dá bem com todo mundo, faz jiu-jítsu, academia e tem muitos amigos”.

Lívia contou que, no dia 4 de junho, pela manhã, ela e a mãe conversaram com Henrique, por telefone. O último a falar com o advogado foi o irmão deles, que mora no Rio de Janeiro, por volta das 13h30, também do dia 4.

“A gente não tem o hábito de se falar todos os dias. Ele estuda muito para concurso, mora sozinho e tem uma vida independente. Na segunda-feira, dia 10, minha mãe tentou falar com ele, sem sucesso. Ficou preocupada e foi até lá. O apartamento estava organizado, normal”, comentou Lívia.

No dia seguinte, a mãe do advogado voltou ao apartamento. “Tudo estava como ela deixou. Chegamos a pensar que ele poderia ter arrumado uma namorada e ido para a casa dela, por causa do Dia dos Namorados. Mas, como não tivemos notícias até o dia 13, decidimos procurar a polícia e pedir as imagens das câmeras de videomonitoramento do prédio”, disse a irmã.

Lívia explicou que a família assistiu aos vídeos e constatou que Henrique deixou o edifício às 17h40 do dia 4, uma terça-feira.

“Era um carro escuro, mas não conseguimos ver o modelo ou a placa. Conseguimos hoje (ontem) assistir até as 3 horas da manhã do dia 5, e ele não tinha voltado para casa. Agora, vamos continuar vendo para saber se ele retornou ao prédio em algum momento nesses dias”, pontuou.

A irmã disse que a família está desesperada pela falta de notícias e pede que quem tiver alguma informação entre em contato pelo telefone (27) 99977-0187, ou procure a Polícia Civil, nas delegacias ou pelo Disque-Denúncia 181.

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