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Polícia

Motorista do Uber é feito refém durante perseguição policial na Serra

Um motorista do aplicativo Uber, de 26 anos, foi feito refém por criminosos, na noite de segunda-feira (8) e acabou se envolvendo em um perseguição ...

Última atualização

Vítima esteve na delegacia para registrar boletim de ocorrênciaUm motorista do aplicativo Uber, de 26 anos, foi feito refém por criminosos, na noite de segunda-feira (8) e acabou se envolvendo em um perseguição policial. Os bandidos trocaram tiros com policiais militares e conseguiram fugir. Nenhum suspeito ficou ferido e os atiradores não foram localizados. O crime aconteceu na Serra.

De acordo com o motorista, tudo começou por volta de 22h30, no momento em que ele foi fazer uma corrida particular. “Peguei o rapaz que eu já tinha feito uma corrida para ele, em Serra-Sede. Entrou no carro ele e mais dois amigos. Falou que era para ir até o bairro Serra Dourada e eu segui o trajeto, normalmente”, afirmou o motorista, que pediu que o seu nome não fosse revelado.

Ele afirmou que, no momento em que chegou na praça do bairro Serra Dourada III, uma radiopatrulha da PM que estava na região ordenou que ele parasse o veículo. “Quando eu fui parar, o carona sacou uma arma e mandou eu acelerar. Fiquei com medo e obedeci a ele. Dirigi preocupado em bater e a polícia veio atrás da gente. Eu entrava nas ruas que os criminosos mandavam”, afirmou.

Cerca de cinco minutos depois, o motorista acabou entrando em uma rua sem saída, no bairro Santa Rita de Cássia, no mesmo município. Segundo a polícia, nesse momento os três criminosos saíram do carro, sendo que dois estavam armados. Os bandidos atiraram contra os PMs, que revidaram os disparos. Ninguém ficou ferido.

“Eu fiquei dentro do carro e levantei as mãos para cima. Já tinham umas seis radiopatrulhas na rua. Um policial se aproximou de mim e eu falei que era motorista de Uber. Fiquei com muito medo, nunca tinha passado por isso antes. Achei que fosse ser atingido na troca de tiros”.
Os criminosos fugiram e a vítima foi levada até a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Vitória, onde prestou depoimento e foi liberada.

Reportagem de Simony Giuberti

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