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Uma operadora de logística de 46 anos foi estuprada por um homem dentro de um carro, próximo a um bar no bairro Novo Horizonte, na Serra. O caso aconteceu durante a madrugada deste domingo (09) e o agressor foi preso em seguida.
A vítima foi encontrada sentada em uma calçada, chorando e sendo amparada pela amiga, uma conferente de 28 anos, e por um amigo, de 21 anos.
A vítima estava em uma confraternização entre amigos de trabalho em sua casa. Após as bebidas acabarem, elas foram até um bar em Novo Horizonte, em veículos separados.
O carro no qual a conferente estava chegou primeiro ao destino, o que fez ela estranhar a demora do veículo onde estava a amiga e outros dois homens, entre eles o agressor. Ambos eram amigos de um dos colegas de trabalho e não tinham relação de amizade com elas.
A vítima afirma que o agressor tentou manter relações sexuais sem a sua permissão e que ele, junto com o condutor, queriam levá-la para outro local.
“Quando ele começou a tocar em mim, eles pararam o carro e começaram a conversar baixo entre eles. Eu entendi que pensaram em me levar para outro lugar, mas como os meus amigos ligaram várias vezes, o motorista decidiu que seria melhor ir para Novo Horizonte”, contou a vítima.
Minutos depois, eles chegaram e o condutor desceu. A conferente perguntou onde a vítima estava e o motorista afirmou que estava dentro do carro ficando com o agressor. Ao abrir a porta, ela viu o homem segurando o cabelo da operadora de logística. Ele a beijava sem consentimento dela e a mão dele estava dentro da calça da vítima, tocando a região genital.
Em um primeiro momento, a conferente achou que a situação fosse normal. Contudo, o amigo notou que ela chorava. A conferente retornou ao veículo e abriu a porta chamando pela amiga, que saiu do carro chorando e sendo amparada.
O agressor foi encontrado em um outro bar da região e foi preso, após ser encaminhado ao Plantão Especializado da Mulher (PEM). O motorista do carro onde a operadora de logística foi violentada não foi localizado. A vítima foi encaminhada para a UPA de Carapina e liberada em seguida.
“Poderia ter sido eu a vítima e ter acontecido algo pior”, diz amiga da vítima
Antes do agressor violentar a operadora de logística de 46 anos, ele teria, junto com o condutor do veículo, tentado seduzir a conferente de 28 anos. O relato é feito pela amiga da vítima, em entrevista.
“Eles me ‘cantaram’ e eu não dei confiança. Falei que ia para o bar no carro onde o meu amigo estava, pois eu queria ir com uma pessoa que eu conhecia”, revela.
Segundo a conferente, a amiga é casada e estava bêbada.
“Ela tinha brigado com o marido e saiu para se distrair da briga. Eu não queria que ela ficasse com outra pessoa, mas quando abri a porta do carro ela já estava ficando. Achei que estava gostando. Quando ela saiu, pensei que a minha amiga estivesse chateada”, conta.
Após o ocorrido, a conferente afirma que não quer mais lembrar desse momento. “Eu estou muito mal, porque eu não esperava isso acontecer comigo, nem com a minha amiga. “Poderia ter sido eu a vítima e ter acontecido algo pior. Poderia ter sido os dois me violentando”.
“Eu só queria acordar de tudo isso”
A TRIBUNA – É a primeira vez que isso lhe ocorre?
Não. Há alguns anos, eu fui violentada. Me pegaram num ponto de ônibus e fui levada pra Jacaraipe. Por medo, não denunciei, pois fui muito ameaçada.
Neste fim de semana, o motorista e o agressor chegaram a falar contigo pra onde iam te levar?
Quando ele começou a tocar em mim, eles pararam o carro e começaram a conversar baixo entre eles. Eu entendi que pensaram em me levar para outro lugar, mas como os meus amigos ligaram várias vezes, o motorista decidiu que seria melhor ir para Novo Horizonte. Durante toda a viagem ele não parava de me tocar, era muito violento.
O que aconteceu quando o carro parou?
Antes de começar com tudo isso, ele travou o banco do carona, onde ele estava sentado, sobre as minhas pernas para que eu não conseguisse sair. Quando o carro parou, ele me mandou deitar no banco e então começou a passar para o banco de trás, dizendo que não era nada demais.
Ele dizia também que éramos adultos e que estava com vontade de transar comigo. A única coisa que fiz foi pedir para não ser machucada, já que ele se mostrou muito agressivo.
Ele te feriu ou te ameaçou?
Não. Acabou que meus amigos chegaram no carro quando ele ia me violentar e começaram a bater no vidro do carro. Então ele mudou de atitude comigo na mesma hora, dizendo que não havia acontecido nada, que quando eu saísse do carro, eu tinha que dizer que não havia acontecido nada. Então concordei e eu saí. Chorei muito e meus amigos perceberam que havia algo de errado
E agora? Como vai ser daqui para frente?
Por mim, eu só queria esquecer. Confesso que estou assustada. Sinceramente não sei como vai ser. Eu só queria acordar de tudo isso.