Cena de terror em Nova Rosa da Penha, Cariacica. Uma mulher, de 31 anos, precisou entrar na casa de um vizinho para não ser agredida pelo ex-namorado, 28 anos, que corria atrás dela com uma faca. A confusão aconteceu na noite do último domingo (15) e deixou os moradores desesperados.
Imagens de videomonitoramento flagraram o momento em que a mulher sobe a rua correndo, seguida por um adolescente. Ela entra na primeira porta que vê aberta, de um vizinho, e logo depois o ex-namorado chega com a faca. Ele também entra no imóvel, mas é retirado alguns segundos depois.
“Todo mundo ficou com medo, porque ninguém entendeu o que estava acontecendo. Tomaram a faca dele e depois ele foi embora. Ele estava muito alterado, a moça ficou com muito medo. Por pouco não acontece uma tragédia”, relatou uma aposentada, de 72 anos, que mora na rua. Ela não quis se identificar.
Segundo ela, várias crianças estavam no local no momento da confusão, o que causou pânico. “Foi um desespero muito grande para as crianças que estavam aqui, elas ficaram gritando de medo. Uma pessoa chegou a desmaiar por causa do susto. Se ela não tivesse entrado na porta que estava aberta, algo pior teria acontecido.”
A vítima mora a poucos metros do local onde a correria aconteceu. Vizinhos afirmaram que essa não é a primeira vez que o jovem agride a mulher. Há cerca de 15 dias ele teria dado um soco no olho dela e deixou a região bastante inchada.
Toda a violência, de acordo com os vizinhos, é porque o acusado não aceita o fim do relacionamento. “Há mais ou menos um mês que ela falou que não quer mais, mas ele não aceita. Fica perseguindo ela, vigiando. Ele entra na casa dela a força e não deixa a moça em paz”, revelou um morador, sem se identificar.
No domingo, antes de pegar a faca, ele teria puxado os cabelos dela pela rua. Quando o filho da vítima conseguiu segurar o jovem, ela fugiu em busca de ajuda e encontrou o portão da casa dos vizinhos aberto.
“Quando fui dormir escutei uns gritos. Ela dizia que ia chamar a polícia e ele falava que não adiantava, porque ninguém ia socorrer ela aquela hora. Fiquei assustada, acho que homem não é dono de ninguém para fazer isso. É uma covardia”, ponderou uma empregada doméstica, que não quis se identificar.