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“Não criei filho para matar ninguém”, diz mãe de acusado de matar namorada

Bastante abalada, após ter visto o filho matar a namorada, a dona de casa Rosalina Soares da Silva, de 52 anos, revelou que William Douglas Soares ...

William Douglas ao lado de Carla Cristina

Última atualização

William Douglas ao lado de Carla Cristina (Foto: Acervo pessoal)

Bastante abalada, após ter visto o filho matar a namorada, a dona de casa Rosalina Soares da Silva, de 52 anos, revelou que William Douglas Soares Rodrigues, 28, parecia transtornado nos últimos dias e nem ela estava o reconhecendo.

Segundo a mãe do suspeito, ele e Carla Cristina Rangel Rodrigues, 25, estavam juntos há cinco anos e tinham um relacionamento tumultuado, com idas e vindas e discussões.

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Rosalina disse ter ficado muito impactada com o crime. “Imagem difícil de sair da cabeça”.

Rosalina Soares tentou evitar (Foto: Fábio Nunes/AT)A Tribuna – A senhora tentou encerrar a briga do casal?
Rosalina Soares da Silva – Sim. Meu filho ficou revoltado comigo e falou que estava me metendo. Falei que só estava tentando ajudar, para não acontecer o pior.
De madrugada, eles já saíram brigando por aí e eu entrando no meio. Entrei no meu quarto com ela, fechei a porta e falei com meu filho: “vai para o seu quarto, deixa isso passar e amanhã cedo ela vai embora e vocês não voltam mais, pelo amor de Deus”.

Ele aceitou?
Depois de um tempo, ele voltou ao meu quarto. Como meu marido me chamou, abri a porta. Meu filho queria levar ela para o quarto onde eles dormiam, mas ela estava com medo de ir, e eu não queria deixar. Meu filho entrou, agarrou ela pelo braço e eles desceram. Ele foi para a rua com ela e eu fui atrás.

Ele estava com alguma coisa na mão?
Eu não vi. O canivete estava escondido embaixo da camisa, na cintura. Eu não sabia. Ele estava totalmente transtornado, não sei o motivo. Ele não bebe e não fuma. Eu estava com medo dele. Nesse desespero, meu neto, que estava no meu colo, acordou.

Como a senhora está se sentindo agora?
Estou péssima. Não criei filho para matar ninguém. Ele sempre foi calmo, mas, de uns tempos para cá, estava muito alterado e nervoso.
O que vi hoje (ontem) é uma imagem difícil de sair da cabeça. Meu coração está angustiado, pelo meu filho e pela família da menina.

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