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Polícia

“Não vou proibir o pai de ver a filha”, diz mãe sobre bebê feito refém

Ainda tentando esquecer os momentos de tensão em que viveu no último domingo (28), quando a filha de 2 meses foi feita de refém por mais de 16 horas ...

Lucimara com a filha no colo: tensão por mais de 16 horas

Última atualização

Lucimara com a filha no colo: tensão por mais de 16 horas (Foto: Patrícia Maciel)

Ainda tentando esquecer os momentos de tensão em que viveu no último domingo (28), quando a filha de 2 meses foi feita de refém por mais de 16 horas pelo pai, o ajudante de pedreiro Adilcimar Ribeiro dos Santos, de 42 anos, a mãe Lucimara Falcão afirmou que não pretende impedir que o suspeito tenha acesso à filha. Para a mãe, o pai só será impedido por decisão da Justiça.

A declaração foi dada pela mãe da criança, em entrevista ao Tribuna Online. Lucimara afirmou que o suspeito não era um homem violento e afirmou que ele tinha problemas com bebidas álcoolicas. 

“Eu lamento muito o que aconteceu, porque ele não era um pai violento. Só ficava nervoso e ciumento demais quando bebia. Eu tive certeza que ele não ia fazer nada com a minha filha, que não ia matá-la”, afirmou.

Leia Mais: “Estou tentando esquecer os momentos ruins”, diz mãe de bebê feito refém

Lucimara afirmou que não pretende pedir medida protetiva, para ficar longe do pai da menina, mas que – pelo caso – Adilcimar terá que manter distância.

“Não vou proibir o pai de ver a filha. Só vou impedir se a Justiça determinar, mas eu não vou impedir. Quando ela estiver maior, ele vai poder visitá-la. Esta não é uma atitude que ele tomaria normalmente”, disse.

Depois de ter sido refém por mais de 16 horas, a menina precisou ser encaminhada ao Hospital Infantil de Vitória para exames. Em seguida, ela e a mãe precisaram ser levadas à delegacia para esclarecimentos.

Entenda o caso

Toda a confusão de domingo aconteceu quando o pai da criança, o ajudante de pedreiro Adilcimar Ribeiro dos Santos, de 42 anos, se trancou na casa da família com a criança na madrugada de domingo, por volta da 1h, após uma discussão com Lucimara.

Na ocasião, ele estava armado com uma faca e ameaçava matar a menina e, depois, tirar a própria vida. A situação só foi solucionada perto do fim da tarde de domingo, quando Adilcimar se entregou à polícia.

A polícia precisou utilizar um drone e também contou com a ajuda de atiradores de elite durante as negociações para que o ajudante de pedreiro entregasse a filha. Uma psicóloga ajudou nas negociações.

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