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Polícia

Operação Lama Cirúrgica: Justiça mantém só um médico preso

Dos seis presos na Operação Lama Cirúrgica, apenas um segue detido. A Justiça soltou cinco réus cerca de oito meses depois que o Núcleo de Repressão ...

Os médicos Marcos Robson Alves Junior e Rodrigo Souza Soares, quando foram presos em fevereiro: eles são acusados de participação no esquema

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Os médicos  Marcos Robson Alves Junior e Rodrigo Souza Soares, quando foram presos em fevereiro: eles são acusados de participação no esquema (Foto: Fábio Nunes/AT)

Dos seis presos na Operação Lama Cirúrgica, apenas um segue detido. A Justiça soltou cinco réus cerca de oito meses depois que o Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nuroc) deflagrou a primeira fase da operação.

A Lama Cirúrgica investiga empresas e profissionais responsáveis pela reutilização de materiais descartáveis em cirurgias ortopédicas.

Pelo menos 52 pessoas foram operadas com materiais que deveriam estar no lixo, aponta o Ministério Público Estadual.

Oito pessoas foram denunciadas. Dos seis presos, o ortopedista Rodrigo Souza Soares, 43, é o único que continua detido. Ele deixou o Centro de Detenção Provisória de Viana II, mas conseguiu transferência para o Quartel da Polícia Militar, em Maruípe, Vitória. Todos os outros estão respondendo o processo em liberdade.

Rodrigo é apontado como um dos sócios da empresa Golden Hospitalar, acusada de fornecer material descartável para ser reutilizado. Segundo o Nuroc, ele também fazia cirurgias utilizando o material irregular.

No dia 8 deste mês, o também ortopedista Marcos Robson de Cassia Alves Junior, 36, deixou o CDP de Viana. Foi o último réu a conseguir liberdade. O MP-ES concordou, uma vez que o réu alegou problemas graves de saúde. Marcos, conforme o Nuroc, realizava cirurgias com produtos da Golden, recebendo uma comissão da empresa em dinheiro.

O médico Nilo Lemos Neto também conseguiu liberdade, por determinação do Superior Tribunal de Justiça.

Ele foi preso em março, também sob a suspeita de utilizar os materiais que deveriam estar no lixo.

Já os empresários Marcos Roberto Khroling Stein, 37, Gustavo Deriz Chagas, 40, e o enfermeiro Thiago Waiyn, 35 – que não foi denunciado –, foram soltos com a concordância do MPES porque colaboraram com as investigações em uma espécie de “delação premiada”.

O processo judicial está na fase das defesas se manifestarem. O próximo passo é a marcação da audiência de instrução. Depois, tanto Ministério Público quanto réus poderão arrolar até oito testemunhas cada. Fontes ouvidas pela reportagem avaliam que a sentença está longe de ser proferida.
 

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