
Segundo a assessoria da Polícia Civil, o investigador Nilton Gomes dos Santos e o agente de polícia Gilson Rodrigues Barcelos, também são alvos da operação. Eles não foram encontrados ontem e são considerados foragidos.
Ainda segundo a Polícia Civil, nos dias 22 e 23 de julho de 2009, a delegada e os três policiais condenados mantiveram um casal detido ilegalmente sem lavratura do auto de prisão em flagrante.
Eles também deixaram o casal com as mãos e os pés algemados durante todo o tempo e exigiram o pagamento de R$ 10 mil em dinheiro para liberá-los.
Os mandados de prisão foram expedidos na última segunda-feira, pela juíza da 1ª Vara Criminal de Cariacica, Eliana Ferrari Siviero. Na sentença condenatória, a juíza explica que a mulher detida (em 2009) vendia diplomas falsos, pois mantinha um curso de supletivo a distância.
A magistrada destaca que os policiais já haviam apreendido com as vítimas no momento da abordagem, cheques no valor de R$ 2.310 e R$ 800 em dinheiro.
Porém, “o acusado Marcelo disse que tal montante não era suficiente, necessitando que as vítimas dessem mais”, frisou a juíza Eliana.
O pai de uma das vítimas ainda teria pedido a ajuda de parentes e amigos, juntou o dinheiro exigido e entregou ao advogado acusado, que repassou para a delegada Margareth. Somente após isso, as vítimas foram liberadas.
A sentença ainda conta que a delegada Margareth permitiu que um detetive particular usasse uniforme da Polícia Civil, portasse arma e dirigisse o veículo oficial.
“Ele não era policial civil, mas tão somente um detetive particular. Assim, ele levantou o endereço da vítima, acionando depois o acusado Marcelo e o policial Gilson conduziu as vítimas para a Delegacia de Jardim América”, destacou a magistrada.
A delegada aposentada foi condenada a 14 anos de prisão e os policiais civis Nilton, Yara e Gilson a 11 anos, quatro meses e sete dias. Além da perda da função pública para todos, segundo a Polícia Civil.