
Segundo o titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, em entrevista informal, o acusado não demonstrou nervosismo e contou sua versão dos fatos. Já durante o depoimento formal, ele disse que falará apenas em juízo.
O primeiro indício apontado pela polícia foi o fato de Marcos estar armado. “Ele alega que saiu com essa arma para renovar o registro dela, que está vencido desde 2013. Nos estranha o fato de cinco anos depois ele sair com uma arma de registro vencido justamente no dia em que o ex-governador foi morto”, disse Marcus Vinícius Rodrigues.
Ainda segundo o delegado, são vários os indícios que apontam para a premeditação. “O Marcos alega que fez algumas acusações contra o ex-governador e, em decorrência dessas alegações, o ex-governador teria perdido uma eleição e posteriormente ingressado uma ação de danos morais contra ele. O Marcos havia sido condenado, teve um dinheiro bloqueado judicialmente. Ele alega que foi até o ex-governador perguntar sobre esse dinheiro e que o ex-governador o teria ofendido.
Porém, testemunhas afirmam que não houve ofensa alguma, que o Marcos fez as perguntas para o ex-governador e Camata teria dito “esse assunto o senhor trata com meu advogado”. Em seguida, Marcos teria sacado a arma e efetuado o disparo”.
Para Rodrigues, o depoimento da uma nova testemunha pode fortalecer ainda mais a tese de premeditação. “Temos a informação de que teria uma testemunhas que presenciou o Marcos atravessando a rua em direção ao ex-governador com a arma nas mãos. Nós estamos localizando essa testemunha e vamos realizar a intimação dela e ouvi-la formalmente no inquérito policial. Se confirmada essa versão, é mais um indício que prova essa premeditação”, completou o delegado.