
Um pastor foi condenado a 24 anos de prisão por ter abusado sexualmente de duas crianças, que são irmãs. Na época dos crimes, em 2013, as meninas tinham 4 e 9 anos.
O acusado, de 56 anos, foi absolvido em primeira instância, mas o Ministério Público Estadual (MP-ES) recorreu da decisão, destacando, entre outros pontos, que ele conquistou a confiança da família.
Em um dos trechos, o Ministério Público diz que o acusado virou um líder religioso, um pastor, e que a família das vítimas era da mesma religião.
Nessa segunda-feira (28), a mãe das meninas concedeu entrevista à reportagem de A Tribuna, confirmou que ele era pastor e que era uma “pessoa acima de qualquer suspeita”.
O pastor foi condenado por unanimidade pelos desembargadores da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-ES), em julho deste ano. A defesa do acusado entrou com recurso. Ele está solto.
Os abusos, segundo a denúncia, começaram dentro da casa do acusado, uma vez que ele convidava as meninas para brincarem com seus filhos adotivos, também menores de idade. No local, ele convidava as meninas, separadamente, a ir para o seu quarto, abaixava a roupa delas e cometia o abuso.
Na decisão, publicada no último dia 10, no Diário da Justiça, consta a informação: “O conjunto fático probatório é contundente em demonstrar prática da conduta por parte do acusado, devendo ser conferido especial relevo aos depoimentos prestados pelas vítimas, sobretudo pois estão amparados por laudo psicossocial que atesta os abusos sofridos pelas vítimas.”
O nome do acusado não está sendo divulgado para preservar as crianças e também porque o processo corre em segredo de Justiça.
Ao ser questionado sobre o que falta para a prisão ser cumprida, o TJ-ES informou que não era possível fornecer informações, uma vez que o processo tramita em segredo de Justiça.
A reportagem completa, com a entrevista com a mãe das vítimas, você lê na edição desta terça-feira (29) do jornal A Tribuna.
Reportagem: Eliane Proscholdt, Jessica Cardoso e Rafael Louzada