Um pastor, de 34 anos, que trabalha como motorista de aplicativo, contou que ficou só de cueca, após ter o carro roubado, em Vila Velha, no final de semana. O veículo, um Symbol prata, foi recuperado ontem à tarde, mas os bandidos não foram localizados.
Sem se identificar, o pastor, que atua em uma igreja evangélica na Serra e também faz corridas por aplicativo, contou que foi rendido após uma carona, na avenida Vitória, em Jucutuquara, na capital, às 4 horas de domingo.
“Eu tinha parado o veículo para aceitar corridas do aplicativo, quando uma mulher que passava na avenida abriu a porta do carona e já foi entrando. Disse que precisava de uma carona. Falei que só poderia levar ela até um pouco mais adiante, porque tinha uma corrida”, contou.
Segundo o pastor, a mulher ofereceu um programa, mas ele recusou. Próximo da praça do bairro, ele pediu que ela saísse. Porém, outra mulher, armada com uma faca, abriu a porta de trás do carro e entrou.
“Ela perguntou o que estava acontecendo para a mulher que tinha pegado a carona, e ela me acusou de ter passado a mão nela. Foi nessa hora, que a colega colocou a faca nas minhas costas e mandou que eu entregasse a carteira”, contou o religioso.
O pastor reagiu e foi ferido com um corte na mão esquerda. As duas fugiram com o celular e a carteira dele. Antes de deixar a região, o pastor também foi abordado por um homem, simulando estar armado. Ele assumiu a direção do carro e disse que iria ajudá-lo a recuperar o celular.
“O homem surgiu do nada dizendo que era o ‘patrão’ e que iria ajudar a recuperar o celular. Ficou rodando comigo por Vitória, deu carona a um cúmplice e me levou para Vila Velha, até uma rotatória em Itaparica. Lá, disseram: ‘Infelizmente, me disseram que é para te matar. Mas como eu não mato pastor, tira a roupa e foge’”, relatou a vítima.
Só de cueca, o pastor correu e se escondeu dentro do mato, enquanto os bandidos fugiram no carro. Assim que viu um ciclista passar, pediu ajuda e acionou a polícia.
Por volta de 12 horas de ontem, a polícia encontrou o veículo próximo ao terminal e Vila Velha. Ninguém foi preso. “Nunca pensei em ter que passar por isso. Fiquei com medo de morrer. Só pensei na minha família”, desabafou o pastor.