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Polícia

Pastor Georgeval pede orações durante cultos na cadeia

Preso desde o dia 28 de abril do ano passado, o pastor Georgeval Alves, de 36 anos, tem se adaptado à vida dentro do presídio, segundo fontes ouvidas ...

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Preso desde o dia 28 de abril do ano passado, o pastor Georgeval Alves, de 36 anos, tem se adaptado à vida dentro do presídio, segundo fontes ouvidas pelo Tribuna Online. Depois de perder peso e ficar abatido com a prisão, ele tem interagido com outros detentos e participado de celebrações religiosas, onde pede orações por ele e seus companheiros de galeria.

Georgeval é acusado de matar o filho Joaquim Alves Sales, de 3 anos, e o entedado, Kauã Sales Butkovsky, 6, na casa onde moravam, no centro de Linhares, no Norte do Estado. O crime ocorreu na madrugada de 21 de abril do ano passado e a polícia concluiu que o pastor estuprou, espancou e ateou fogo nas vítimas no quarto em que os irmãos dormiam.

Segundo fontes ligadas ao sistema penitenciário, o pastor tem participado de cultos dentro do Centro de Detenção Provisória de Viana II (CDPV II) e às vezes chora durante os louvores. “Ele só participa. Ele não lidera cultos, porque tem muita gente que tem revolta pelo crime do qual ele foi acusado. Está muito recente e pode gerar alguma conversa e preferem evitar isso”, disse uma pessoa ouvida pela reportagem.

A mesma fonte revelou que Georgeval está em uma galeria onde há sete celas. No cubicúlo onde ele está preso, fazem companhia ao pastor Marcos Venício Moreira Andrade, acusado de matar o ex-governador Gerson Camata, e um detento preso por dever pensão alimentícia.

“Ele (Georgeval) está interegindo mais com o pessoal. Tanto é que, segundo informações que me passaram, o Marcos Venício tentou se matar e me falaram que foi o Gerogeval que ‘segurou a barra dele’ e tem segurado, conversando com ele.”

A fonte informou ainda que o pastor continua negando que tenha matado os irmãos Joaquim e Kauã. “Ele teve a oportunidade de se defender quando foi ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado e ele preferiu ficar em silêncio. Ele falou que foi orientado pelos advogados”.

Em nota, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou que os atos religiosos são realizados nas unidades prisionais, de forma legítima, por instituições cadastradas. Hoje, mais de 25 instituições e cerca de 2.500 voluntários são cadastrados e passam por formação e acompanhamento periódico de uma equipe da secretaria.

“A Sejus ressalta, no entanto, que este não é o caso do interno Georgeval Alves. Os internos das unidades prisionais podem, durante o dia, realizar orações pessoais, porém, essa prática não pode ser considerada culto ou celebração religiosa formal”, diz a nota.

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