
Amedrontado, ele chorou ao lado da mulher Juliana Salles, que também se mostrou apavorada. A informação é de fontes policiais que participaram da operação.
Após ver o marido sair algemado, a pastora Juliana Salles ficou no quarto do hotel com o filho mais novo do casal, que vai fazer um ano em maio.
Policiais que prenderam o pastor disseram ainda que ficaram durante toda a noite de sexta-feira e madrugada de ontem em vigília nas imediações do hotel, monitorando George Alves.
O objetivo era impedir uma possível fuga do pastor, após a realização da terceira perícia técnica que aconteceu, horas antes, na casa dele, onde ocorreu o incêndio que matou as crianças Joaquim Alves Salles, de 3 anos, e Kauã Salles Butkovsky, de 6.
Já na delegacia, segundo investigadores da Polícia Civil, o pastor apelava e suplicava, a todo o momento, para Jesus protegê-lo.
Ao sair da delegacia rumo ao Serviço Médico Legal (SML) e, depois, para a Penitenciária de Linhares, George Alves foi orientado pelos policiais a manter-se com a cabeça baixa.
Segundo uma fonte da Polícia Civil, a prisão do pastor é temporária e tem prazo inicial de 30 dias. A mesma fonte afirmou que esse tipo de mandado de prisão costuma ser expedido quando existe a possibilidade de a pessoa atrapalhar as investigações.
No início da tarde de ontem, o pastor foi transferido para Centro de Detenção Provisória de Viana II.
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