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Pastor vai para a cadeia por abusar de duas sobrinhas

Um pastor, de 56 anos, foi preso pela equipe da Superintendência de Polícia Prisional (SPP) na tarde de ontem, no centro de Vitória. Ele foi ...

Última atualização

Foto: Leone Iglesias/ATUm pastor, de 56 anos, foi preso pela equipe da Superintendência de Polícia Prisional (SPP) na tarde de ontem, no centro de Vitória. Ele foi condenado pela Justiça a 24 anos de prisão por estuprar duas sobrinhas.

Os abusos sexuais aconteceram na casa do pastor e ocorreram em 2013, quando as vítimas, que são irmãs, tinham 4 e 7 anos.

O nome e o rosto do pastor não estão sendo divulgados para preservar as vítimas, que são parentes dele, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O acusado havia sido absolvido em primeira instância, mas o Ministério Público Estadual (MP-ES) recorreu da decisão e obteve a condenação a 24 anos de prisão, na segunda instância, no Tribunal de Justiça do Estado (TJ-ES), em 26 de julho do ano passado.

Contudo, o pastor recorreu da decisão para tentar adiar a prisão, mas o MP-ES e a família das vítimas fizeram petição pela prisão do acusado, usando como precedente a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para a prisão de condenados em segunda instância.

“Cabe recurso no STF e Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas nessas instâncias não se julga o fato, mas a aplicação da lei. No máximo o que ele pode conseguir é uma redução da pena”, disse o advogado da família das vítimas, Bruno Silveira.

Segundo a polícia, o mandado de prisão foi expedido na quarta-feira e chegou aos policiais da SPP, por volta das 15 horas de ontem.

Com o mandado em mãos, os policiais foram ao apartamento onde mora o acusado, mas ele havia saído para levar os filhos para uma escolinha de futebol.

Os policiais aguardaram o pastor voltar para casa e, às 16h30, efetuaram a prisão dele. Detido, ele afirmou ter ciência do mandado de prisão em aberto contra ele.

O líder religioso é réu em mais um processo, no qual é acusado de abusar de outras duas  sobrinhas, de 8 anos. O caso ainda está em tramitação na Justiça.

“Cinco anos de espera muito sofrida”

A mãe das vítimas, uma administradora, de 42 anos, acompanhou a chegada do pastor na Superintendência de Polícia Prisional (SPP), na Reta da Penha, em Vitória, e comemorou a prisão dele.

A Tribuna – Qual o sentimento com a prisão do pastor?

Administradora – O sentimento é de vitória, de justiça sendo feita. É uma esperança, até mesmo, que se renova no Judiciário. Foram cinco anos de espera muito sofrida. A sensação é de alívio, de dever cumprido, até mesmo por mim, como mãe de duas vítimas de um crime tão hediondo como esse.

>O que a senhora fez durante esse tempo?

Foram cinco anos de muita espera. De muitas idas e vindas de cartório e fóruns, de muita cobrança, juntamente com minha cunhada. Mas, hoje (ontem) tiro um peso das costas.

>Como ficou a vida de vocês esses anos?

As meninas tinham 4 e 7 anos, quando sofreram essa violência. É um trauma que elas vão ter para o resto da vida, porque não é algo que alguém tire. Elas sofreram e vivenciaram esse momento. Mas essa dor vai se apagar da mente delas, se Deus quiser.

>Elas tiveram que passar por tratamento psicológico?

Elas passaram por tratamento psicológico por quatro anos. Elas tiveram alta, mas é um tratamento que a gente precisa ficar de olho e vigiando. Qualquer comportamento, tem que voltar e avaliar.

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