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Polícia

Pastora é transferida e defesa tenta novo habeas corpus

Com a chegada de Juliana Sales, de 27 anos, no Centro Prisional Feminino de Cariacica, na madrugada de sábado (14), a defesa agora investe em um novo ...

Última atualização

Com a chegada de Juliana Sales, de 27 anos, no Centro Prisional Feminino de Cariacica, na madrugada de sábado (14), a defesa agora investe em um novo pedido de habeas corpus para ela e para o marido, o pastor Georgeval Alves Gonçalves.

Juliana foi presa em 20 de junho em Teófilo Otoni, Minas Gerais, acusada de ter sido conivente com as atitudes do marido, que resultaram nas mortes de seus filhos, Kauã Sales Butkovsky, de 6 anos e Joaquim Alves Sales, 3, no dia 21 de abril, em Linhares.

O pedido de transferência feito pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) foi cumprido pela Secretaria de Justiça do Estado (Sejus) sete dias após a determinação, estipulada no último dia 9.

A advogada Milena Freire contou que os advogados Rodrigo Duarte, que recorrentemente visitava Juliana no presídio mineiro, e Helbert Gonçalves devem chegar no Estado na segunda-feira (16).

“Eles vão ao fórum de Linhares para pegar cópia do indeferimento do juíz para anexar no novo pedido de habeas corpus do casal”, disse.

Sobre o caso da pastora, ela contou que nos próximos dias deve ocorrer a intimação para defesa prévia.

“Vamos arrolar testemunhas que consideramos essenciais para o caso, como irmãos da igreja e até gente que não era da mesma unidade, mas que sabia como Juliana era como mãe”.

No fórum, os advogados também vão ter acesso a nova acusação de estupro que George vai responder.

Segundo a polícia, após encerrarem a investigação da morte dos irmãos Kauã e Joaquim, uma ex-funcionária do salão de beleza do pastor o denunciou por estupro, ocorrido em 2015.

Prisão
De acordo com documentos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com dados atualizados até 13 de junho deste ano, o atual presídio que Juliana está encontra-se superlotado.

São 424 vagas disponibilizadas no Centro Prisional Feminino de Cariacica, porém havia 500 presas. Destas, 192 eram detentas provisórias e 167 cumpriam pena em regime fechado.

A advogada de Juliana disse que a determinação do juíz é para que ela fique em uma cela separada no Estado. Demandados, a Sejus não informou se ela está em cela separada.

Linhares (Foto: Fábio Nunes 28/04/2018)

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