
Juliana, que teve prisão preventiva decretada pelo juiz André Dadalto, da 1ª Vara Criminal de Linhares, foi detida em Teófilo Otoni no último dia 20.
Para o Ministério Público do Estado (MP-ES), os filhos da acusada apresentavam sinais de abusos sexuais e a pastora sabia de tudo. Em entrevista, a pastora negou as acusações.
A Secretaria de Justiça mineira explicou que é provável que Juliana seja trazida para o Estado depois de segunda-feira, já que nos finais de semana todo o sistema funciona em regime de plantão.
Na quinta-feira, o Tribunal de Justiça do Estado, havia informado que o juiz da 1ª Vara Criminal de Linhares pode fazer a solicitação a partir de amanhã.
Como em Linhares não há presídio feminino, a pastora Juliana será encaminhada para Colatina.
Procurado pela reportagem, o advogado Rodrigo Duarte, que faz a defesa da acusada, disse que ainda não sabe o dia em que sua cliente será transferida. “Na próxima segunda-feira (amanhã), teremos uma posição”, explicou.
Na sexta-feira, ela falou pela primeira vez com A Tribuna em uma reportagem exclusiva, publicada, ontem.
Por meio do advogado, ela aceitou responder as perguntas sobre o caso e revelou que nunca fez nada com os filhos Kauã Sales Butkovsky, 6 anos, e Joaquim Alves Sales, de 3, e que nunca percebeu abusos contra eles.
Joaquim e Kauã foram mortos no último dia 21 de abril, na casa em que moravam com a mãe Juliana e o pastor George Alves, em Linhares.
Juliana vai responder na Justiça por dois homicídios, dois estupros de vulnerável e também por fraude processual por ser acusada de alterar a cena do crime, segundo o Ministério Público.