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Polícia

Pedófilos e estupradores já lotam presídios no Espírito Santo

Mais de 650 pessoas estão presas no Estado por crimes sexuais, principalmente o estupro de vulnerável e já lotam presídios. Segundo a Secretaria de ...

Última atualização

Mais de 650 pessoas estão presas no Estado por crimes sexuais, principalmente o estupro de vulnerável e já lotam presídios. Segundo a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), atualmente, 674 pessoas, entre homens e mulheres, estão presas acusadas ou condenadas pela prática de crimes sexuais no Estado. É no Presídio Estadual de Vila Velha (PEVV V) que ficam a maioria dos acusados e condenados por esses crimes, do sexo masculino.

Dados do relatório de informações penitenciárias do Estado, do ano de 2015, repassados pela Sejus ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelam que a capacidade do PEVV V, destino da maioria dos presos por esses crimes, era de 580 vagas naquele ano.

As mulheres acusadas por estupro de vulnerável ficam presas na Penitenciária Feminina de Cariacica (PFC), em Bubu. A Sejus, contudo, não detalhou quantos são os detentos do sexo masculino e quantas são as mulheres presas.

O advogado criminalista Rivelino Amaral afirmou que o número é expressivo e alarmante. “Essas pessoas ficam em presídio separado, porque se forem colocadas com presos por outros crimes, elas podem ser estupradas ou mortas. A lei dos presídios, muitas vezes, é mais dura do que as leis estabelecidas pela sociedade”.

Segundo ele, o tempo de julgamento desses casos costuma ser o mesmo de outros crimes. “Em média, demora quatro anos para que se tenha uma sentença, mas, geralmente, a abusador fica preso nesse tempo, porque tem um perfil de que pode vir a cometer esse crime novamente”, explicou Amaral.

O titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), delegado Lorenzo Pazolini, frisou que a prisão desses pedófilos e estupradores tem ajudado na redução dos casos.

“A experiência à frente da DPCA demonstra, claramente, que o pedófilo só para de cometer o abuso quando é preso. No caso do pedófilo, a prisão é o único meio capaz de cessar a atividade criminosa”.

Pazolini ainda orientou os pais a manterem um diálogo frequente com os filhos e educá-los, além de ensiná-los a denunciar a investida de pedófilos.

O metalúrgico Nezias Pividor de Almeida, de 60 anos, é um dos presos. Foto: Rodrigo Gavini/AT

Condenado a mais de 38 anos de prisão

O metalúrgico Nezias Pividor de Almeida, de 60 anos, foi condenado em fevereiro deste ano a 38 anos e 8 meses de prisão por ter estuprado a vizinha, uma menina de 11 anos. Nezias também foi condenado pelos crimes de produção de material pornográfico envolvendo criança ou adolescente e aliciamento de menor para pratica de ato libidinoso.

Segundo o titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), delegado Lorenzo Pazolini, o metalúrgico foi preso em maio do ano passado dentro da siderúrgica multinacional onde trabalhava.

“Ele presenteou a vítima com um celular e pediu que ela enviasse fotos e vídeos dela nua. Depois ele manteve relação sexual com a menina”, explicou Pazolini.

A reportagem completa sobre este tema, você acompanha no Jornal A Tribuna desta segunda-feira (05).

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