Após ter sido arrastado de casa por dois suspeitos e sumir por mais de um dia, o corpo do pedreiro Aguinaldo Schultz Sassemburg, de 34 anos, foi encontrado em um pasto, próximo a um valão, no bairro São Marcos III, na Serra. O cadáver estava a cerca de 500 metros da casa onde a vítima estava morando.
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Na tarde de terça-feira (15), um vizinho relatou que viu concentração de urubus no meio da vegetação e foi verificar o que era. Chegando lá, encontrou o corpo, cheio de lesões e com o rosto desfigurado. De acordo com a perícia, Aguinaldo teria sido espancado até a morte.
Na segunda-feira de manhã, o pedreiro tinha se mudado com a mulher e três filhos para a casa da sogra.
“Nossa casa encheu de água então viemos para cá. De manhã, ele acordou, tomou café e eu fui limpar a casa. Ele falou que iria sair e já voltava, mas sumiu”, disse a mulher dele, uma dona de casa de 25 anos. Ela não quis se identificar.
Testemunhas revelaram à polícia que dois homens teriam chamado por ele e depois seguido com a vítima em direção ao pasto, no final da rua.
A motivação para o crime ainda é um mistério. “Ele não falou nada sobre ameaça, mas há um dia estava aflito, andando para lá e para cá, coçando a cabeça, preocupado com alguma coisa. Eu perguntava o que era, mas ele respondia que não era nada. Então não sei o que estava acontecendo”, explicou a dona de casa.
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Filhos
Aguinaldo deixou seis filhos. Os mais novos, do último casamento, moravam com ele: um menino de 5 anos e duas meninas de 3 e 1 ano. O garoto disse para a mãe que sentiu que o pai tinha morrido.
“Meus filhos perguntaram onde estava o pai, e eu disse que ele tinha ido trabalhar. Mas o mais velho disse: Não, mamãe, eu sei que ele está morto, eu sinto”, revelou a dona de casa. O caso seguirá sob investigação da Polícia Civil.