Um menino de 6 anos foi vítima de uma tentativa de estupro em Vila Velha. O suspeito é vizinho da criança, um pedreiro de 60 anos. Ele foi detido ontem pela Polícia Militar. A mãe da criança, uma dona de casa de 36 anos, que não está sendo identificada para preservar a vítima, foi quem flagrou o crime, ocorrido por volta das 17 horas do último sábado.
Ela contou que o vizinho, que mora sozinho, chamou a criança para ir até a casa dele. “Eu estava estranhando a demora. Depois de uns 30 minutos, fui ver o que tinha acontecido”.
A mãe do menino encontrou o portão e a porta da casa abertos e entrou. Ao chegar a um quarto do imóvel, ela afirma ter flagrado a cena de abuso sexual.
“Meu filho estava em cima da cama, com a bermuda abaixada até o joelho. O homem também estava com a bermuda abaixada. Ele estava bêbado e eu cheguei antes que ele fizesse algo mais grave.”
A mãe contou que, depois de flagrar o crime, puxou o filho e deu uma surra no acusado. “Peguei uma vassoura e dei muitas vassouradas nele”.
A mãe da criança não acionou a polícia. Ela disse que o vizinho ficou em casa, machucado. No entanto, moradores da região ficaram indignados com a história e acionaram a PM na segunda-feira (22), por volta das 16 horas.
Os policiais foram ao local e encontraram a mãe e o pai da vítima na casa do suspeito. “Eu fui lá para tirar satisfação e entender o motivo desse homem ter feito isso”, contou a mãe do menino.
Por ainda estar machucado, o acusado recebeu atendimento médico e, depois, foi levado à 2ª Delegacia Regional de Vila Velha. Apresentando sinais de embriaguez, o homem negou o crime e disse que estava sendo acusado injustamente.
Trauma
A mãe da vítima, que tem outros cinco filhos, disse que jamais vai esquecer da cena que presenciou. “Por mais que ele (suspeito) não tenha machucado o meu menino, por estar bêbado, meu filho vai ficar traumatizado para sempre”.
Até a noite de segunda, a ocorrência estava em andamento e o suspeito não tinha sido autuado. Os nomes das pessoas envolvidas e o bairro onde o crime ocorreu não estão sendo divulgados para preservar a identidade da vítima.
