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Um personal trainer, de 24 anos, passou por momentos de pânico, na madrugada desta quinta-feira (18), próximo a uma boate que fica na Praia do Canto, em Vitória. Ele foi espancado por um policial militar que usou a própria arma para dar coronhadas em sua cabeça.
Devido as agressões sofridas, a vítima precisou ser levada para um hospital da capital, onde levou mais de 4 pontos na região da cabeça. O momento das agressões foi registrados por pessoas que estavam no local.
Segundo o rapaz, que pediu para não ser identificado, ele estava sentado com mais quatro amigos próximo a uma boate, quando o agressor chegou alterado e já partiu para cima dele.
“Eu estava conversando com meus amigos, quando esse policial chegou. Antes, ele estava brigando com outra pessoa e, não sei se me confundiu, logo começou a me chutar, me arrastou pelo chão, me deu coronhadas na cabeça”, relatou a vítima.
De acordo com o boletim de ocorrência, o policial estava na boate, que fica perto do local onde ocorreram as agressões.
Nas imagens registradas por pessoas que passavam pelo local, é possível perceber que o policial estava acompanhado com um outro homem. Eles aparecem conversando próximos de uma barraquinha de cachorro quente e, em seguida, saem pela rua, discutindo. Em determinado momento, o policial dá um soco no homem, que corre em direção ao personal e aos amigos dele.
Nessa hora, após o homem correr, o PM puxa o personal e começa a agredi-lo. O policial é contido pelos amigos da vítima e por seguranças da boate. Em seguida, ele sai andando em direção a região do Triângulo.
“Estávamos tranquilos, só querendo curtir a noite, quando esse homem veio e acabou com a minha noite, a noite dos meus amigos”, lamentou o jovem.
Após as agressões, a Polícia Militar foi acionada até o local e foi até a boate, onde pediu aos responsáveis a relação dos clientes. Os policiais então tiveram acesso ao nome do agressor, identificando ser um policial militar, além de saber o local onde está lotado e o número de série da pistola que ele usava.
As polícias Militar e Civil foram procuradas pela reportagem. Assim que as respostas forem enviadas, o texto será atualizado.