Um dia após toques de recolher e manifestações no bairro 23 de Maio e Ulisses Guimarães, na região de Terra Vermelha, em Vila Velha, por conta da morte do vidraceiro Leandro de Paula Almeida, de 28 anos, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Nylton Rodrigues, contou que câmeras de videomonitoramento vão ajudar a polícia a identificar manifestantes agressivos. “Pessoas de bem não jogam pedra no policial”, declarou.
O comandante contou sobre os procedimentos adotados no bairro 23 de Maio.
A Tribuna – Um dia após as manifestações no bairro 23 de Maio, a Polícia Militar está agindo de maneira diferenciada no local?
Nylton Rodrigues – Quando ocorre esse tipo de situação, aumentamos a equipe de regimento de polícia montada, companhia de operações, Companhia Independente de Missões Especiais (Cimesp) e Força Tática. Cimesp e Força Tática estão concentradas lá.
Tiveram apedrejamentos em ônibus em represália a ação da PM. Como o senhor avalia isso?
O policial quando vai trabalhar, coloca sua farda, arma no coldre e embarca numa viatura caracterizada. Esse ritual é para sair nas ruas e proteger a sociedade.
Quando ele se depara com o agressor da sociedade e esse criminoso reage com violência a qualquer tipo de abordagem, o policial é preparado para enfrentar aquela situação de maneira muito forte e rápida. E é assim que a PM vai atuar.
O policial militar não sai para as ruas para ser agredido, e ele não será subjugado jamais pelo crime. O PM enfrenta a violência.
Como avalia a ação?
Essas pessoas, que apedrejam viaturas, que apedrejam os policiais que enfrentaram bandidos, não fazem parte dessa população de bem. As pessoas devem e podem ter algum vínculo com o crime.
Por ordem de traficantes?
Não digo que são por ordem de traficantes, mas pessoas que tem envolvimento. Pessoas de bem não jogam pedra no policial, porque ele enfrentou bandido para salvar a sua própria vida e matou o bandido que o agredia.
Quem está provocando ou quem quer provocar esse tipo de situação, dentro do bairro após uma ação policial contra um infrator da lei, são pessoas que tem envolvimento com o próprio crime. Não é tendência dos moradores da comunidade.
Já existem manifestantes identificados? O rapaz que estava com Leandro de Paula Almeida foi identificado?
Ainda está curso. Mas o suspeito que estava com Leandro já foi identificado.
Foi constatado que um policial quem atirou em Leandro? A arma foi periciada?
O PM quando usa a arma, usa na certeza de defender ao outro ou para defender a si mesmo. Então, não existe nenhum problema de um policial que se envolver num confronto narrar exatamente o que aconteceu. Foi aberto inquérito policial e armas já foram recolhidas.
