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Polícia

Pintor acusado de estupro é preso após ir à delegacia fazer boletim de ocorrência

Tiago foi encaminhado para o presídio. Foto: Rodrigo Gavini Por sete meses, uma menina de 11 anos foi vítima de estupro por parte do dono da casa, um ...

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Tiago Oliveira Pereira Tiago foi encaminhado para o presídio. Foto: Rodrigo Gavini

Por sete meses, uma menina de 11 anos foi vítima de estupro por parte do dono da casa, um pintor industrial de 30 anos. Os abusos chegaram ao fim quando a menina pediu ajuda a uma vizinha, que denunciou o caso. Meses após ficar foragido, o acusado Tiago Oliveira Pereira foi preso.

De acordo com o delegado titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Lorenzo Pazolini o pintor tinha em aberto uma prisão preventiva por estupro de vulnerável por conta desse crime. Os abusos aconteceram ao longo de 2016, no bairro Estrelinha. Foram oito abusos. Tiago é considerado foragido desde 30 de janeiro do ano passado, mas só foi preso em 21 de dezembro.

“Ele foi à delegacia registrar um boletim de ocorrência por roubo de celular. Checaram e viram que ele estava com mandado de prisão em aberto e o prenderam. Tínhamos tentado cumprir o mandado de prisão várias vezes, mas ele tinha mudado de bairro com a família”, contou Pazolini.

O delegado explicou que a menina não é familiar de Tiago. Ela foi levada pelo Tiago e sua mulher de Caravelas, Bahia, para que a menina fosse babá do filho do casal, de 3 anos. “Ela estava num feira. O casal a viu e a mãe autorizou que ela fosse morar com eles no Espírito Santo. O casal não era da região, só tinha parentes em Caravelas. O pai legítimo da menina mora em Macaé”.

Para obter sexo, o pintor utilizava de meios cruéis. “Ela relatou que já levou socos, chutes. Numa das situações, ele lançou uma panela de pressão na cabeça dela e ela ficou lesionada. Ele a abusava quando a mulher saia para trabalhar”.

Devido às ameaças de morte, a menina se manteve em silêncio, não contando para a mulher do acusado e ninguém. Até que a vizinha descobriu. “Exames no Departamento Médico Legal apontam que a menina ainda é virgem. Mas constatou coito anal. No atendimento psicossocial também ficaram bem claros os abusos”.

Em depoimento o acusado negou o crime. O criminoso não deu muitas declarações em entrevista nesta tarde. Também negou o crime e disse que está tratando com o advogado. Ele foi encaminhado ao presídio.

Desde a comprovação do crime, a menina foi recolhida para um abrigo. “Ela não se recorda de onde morava ou contatos de parentes. Por não ter ninguém aqui teve de ir para abrigo. Não sei dizer se atualmente ela permanece ou já foi levada para a Bahia novamente”.

 

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