Um cachorro de estimação foi morto a tiros por um policial militar na manhã desta quinta-feira (24), na região de Venda Nova, em Belo Horizonte.
O militar alega que estava passeando com a cachorra dele, quando o animal se aproximou de maneira agressiva. O dono de Yankee, como o vira-lata era chamado, e testemunhas negam a versão.
O analista de sistemas Alberto Luiz Andrade Simão, de 55 anos, tutor do cachorro há 11 anos, conta que foi ao supermercado e levou o cachorro junto. O animal ficou preso do lado de fora do estabelecimento, mas ele conseguiu fugir após escapar da guia.

Ele conta que encontrou Yankee após procurá-lo por 20 minutos. O cachorro estava próximo do militar e começou a rosnar para a cadela.
“Os dois cachorros se estranharam, rosnaram um para o outro. Eu estava a uns 40 metros de distância quando o rapaz sacou a arma e deu um tiro no meu cachorro. Ele caiu no chão, e o rapaz ainda deu outro tiro. Eu falei: ‘Você é louco, você matou meu cachorro’. Ele me chamou de irresponsável, disse que ia chamar a viatura e que eu tinha sorte de ele não dar um tiro na minha cara”, contou.
Testemunhas se revoltaram com a atitude e começaram a xingar o homem, que informou ser policial militar e estar de folga.
A PM foi acionada para atender a ocorrência e, segundo o boletim de ocorrência, o militar e o tutor do cachorro foram apontados como autores, pelo dano e por omissão.
O militar alegou que estava voltando do pet shop com a cadela, uma filhote da raça american bully, quando viu o vira-lata solto na rua. Segundo ele, o animal partiu para cima de forma agressiva e ele chegou a gritar para que o cachorro se afastasse. Sem sucesso, ele sacou a arma e efetuou dois disparos.
Uma testemunha relata que Yankee não tinha atacado o policial nem a cadela dele.
“É normal um cachorro estranhar o outro, mas ele não atacou nem nada. O policial deu um tiro e, com o cachorro já no chão, deu mais um. Isso tudo à luz do dia, tinha criança passando na rua”.
Em nota ao portal G1, a Polícia Militar informou que “o policial militar e o proprietário do cão atingindo foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil, com os materiais apreendidos, para as providências cabíveis”.
A Polícia Civil informou que “os envolvidos foram ouvidos e foi instaurado um procedimento para apuração do caso”. A perícia técnica compareceu ao local e que a ocorrência foi recebida na Delegacia de Plantão 4.