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Polícia apreende até canetas de 300 mil com empresários durante operação

As apreensões policiais durante a Operação Piànjú são grandiosas, assim como as quantias que seriam manejadas pelos envolvidos: vão de canetas que ...

Parte da apreensão feita em operação

Última atualização

As apreensões policiais durante a Operação Piànjú são grandiosas, assim como as quantias que seriam manejadas pelos envolvidos: vão de canetas que custam R$ 300 mil, em sua totalidade, a carro de luxo.

Uma investigação policial que começou há dois anos desaguou na operação, deflagrada na terça-feira (15) em três estados, incluindo o Espírito Santo, onde quatro empresários do Estado foram presos. 

Entre as ordens de busca e apreensão da operação estavam 12 imóveis, 12 motos aquáticas e 11 embarcações, e três veículos de luxo: Porsche Panamera, Maserati GranTurismo S e Mercedes Benz GLA200FF – estes dois últimos ainda não tinham sido apreendidos até a noite de ontem, mas estão no alvo da polícia.

Os bens pertencem a empresários que supostamente estariam envolvidos com o esquema e são investigados pelo delegado João Paulo Pinto, titular da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos.

No Brasil, o Maserati GranTurismo atual é vendido por R$ 1,15 milhão. O motor é semelhante ao da Ferrari. O modelo, com o tempo, passará a ser raridade, já que a marca italiana encerrou a produção do sedã ano passado.

Nas apreensões, 10 canetas Montblanc avaliadas em cerca de R$ 300 mil chamavam a atenção de policiais que participaram da operação ontem. Elas pertencem ao empresário preso na capital. Ele é o dono da Sandes Náutica Marine.

O material foi apreendido e ficará à disposição da Justiça para definir a destinação.

Parte da apreensão feita em operação (Foto: Divulgação/ PCES)

Também foram apreendidos US$ 600 mil (R$ 3,05 milhões) em um carro em São Paulo e mais de R$ 100 mil no Estado, além de joias, cujos detalhes serão revelados hoje em uma entrevista coletiva.

Atuando na defesa do dono da Sandes Náutica Marine, os advogados Rogério Feitosa Rodrigues e Ricardo Rocha disseram que o empresário, que teve prisão preventiva decretada, está tranquilo e nega participar do esquema.

“Tem muito material apreendido, é uma investigação muito complexa , mas o meu cliente, que é um empresário do ramo náutico, alega inocência. Ele foi preso no local de trabalho e colaborou com o trabalho dos policiais”, disse Rogério.

Sobre as canetas, Rogério garante que o empresário comprou no exterior, pois gostava de colecionar. Nas próximas horas, a defesa vai pedir o relaxamento da prisão.

O outro lado

O advogado Yuri Varella, que defende um dos empresários presos, está propondo habeas corpus para a revogação da prisão ou, como uma forma alternativa, a conversão da prisão temporária de cinco dias para prisão domiciliar.

O argumento para a prisão domiciliar é de que o empresário tem mais de 60 anos e problemas de saúde, como diabetes. “Meu cliente ainda é investigado e a prisão dele, ao contrário das demais, é temporária revelando a distinção do seu caso em relação aos outros investigados. Ele nega a informação e alega que também foi vítima da suposta quadrilha”.

Já outro advogado, que ontem acompanhou o depoimento do terceiro empresário à polícia, disse que não comentaria o caso porque ainda não estava confirmada sua permanência na defesa.
A reportagem não localizou quem é o advogado do empresário do Estado, preso em Fortaleza.

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