
De acordo com a Polícia Civil, no fim da tarde de ontem, a SPIC foi formalmente notificada pela Justiça sobre a expedição do mandado de prisão em desfavor de Dondoni e o representante comercial pode ser preso a qualquer momento.
Dondoni foi condenado por júri popular e o juiz Romilton Alves Vieira Júnior decretou a prisão preventiva dele na madrugada de ontem.
O juiz Ezequiel Turibio, da 1ª Vara Criminal de Vitória, explicou que um réu é considerado foragido a partir do momento em que é decretada a prisão preventiva e o mesmo não se apresenta à polícia. Ele também afirmou que a defesa pode recorrer ao pedido.
“Dondoni corre o risco de ser preso a qualquer momento. Agora, cabe recurso do advogado dele, caso ele entenda que o julgamento foi contrário às provas dos autos.”
O réu foi condenado por três homicídios consumados, uma tentativa de homicídio e uso de documento falso a uma pena total de 25 anos e quatro meses de prisão. Como ele já passou cinco meses preso, deve cumprir 24 anos e 11 meses.
Dondoni foi acusado de estar dirigindo embriagado quando bateu de frente com um veículo conduzido pelo cabeleireiro Ronaldo Andrade. Os dois filhos do cabeleireiro, Rafael Scalfoni Andrade, 13, e Ronald Andrade, 3, e sua mulher, Maria Sueli Costa Miranda, 29, morreram.
“Decreto a prisão do acusado Wagner José Dondoni, ostentando natureza de execução provisória da pena de prisão em razão da condenação pelo Tribunal do Juri, determinando, assim, que o réu condenado, após ser devidamente preso, se recolha à prisão, onde deverá permanecer se pretender recorrer. […] Expeça-se, imediatamente, mandado de prisão em virtude de sentença condenatória”, aponta a sentença.
O advogado do réu, Rogério Pires Thomaz, disse que não participaria da decisão do cliente de se entregar. Ele afirmou que desconhece o paradeiro de Dondoni e também que não sabe se continuará defendendo o representante comercial, uma vez que foi contratado somente para o julgamento.