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Polícia Civil descobre “gato de energia” em escola e quadra de esportes no Sul do Estado

A Polícia Civil abriu inquérito para apurar denúncias de furto de energia elétrica, popularmente conhecido como "gato", em escolas e outros prédios ...

Equipe da EDP foi até o local

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Polícia Civil investiga furto de energia em escola e quadra (Foto: Divulgação/ PCES)A Polícia Civil abriu inquérito para apurar denúncias de furto de energia elétrica, popularmente conhecido como “gato”, em escolas e outros prédios públicos da Prefeitura de Itapemirim. Na terça-feira (8), foram flagradas irregularidades em duas edificações: na escola Magdalena Pisa e no ginásio de esportes de Barbados.

De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, Djalma Pereira Lemos, em primeiro instante as investigações apontam para furto de energia, mas ao longo do inquérito os fatos podem levar para outras implicações, como crime administrativo ou improbidade.

A primeira ação da Polícia Civil foi na escola Magdalena Pisa. A equipe foi acompanhada de técnicos da EDP, concessionária de energia elétrica. No local, segundo o delegado, os técnicos constataram violação no relógio, que foi desligado pela EDP há cinco meses por falta de pagamento.

A escola estava fechada, mas as luzes continuavam ligadas. Ao desligarem o relógio, as luzes se apagaram, confirmando o gato. Na parte da tarde, os técnicos constataram a mesma irregularidade no ginásio de esportes de Barbados.

O delegado informou que a irregularidade teria iniciado em 2018, quando a empresa contratada pela prefeitura para construir a escola terminou as obras e pediu o desligamento da energia junto à EDP.

Equipe da EDP foi até o local (Foto: Divulgação/ PCES)“O que ocorre é que alguém, e nós ainda não sabemos quem, religou a energia para continuar a obra e isso continuou até 2020”, relatou o delegado.

Recentemente, a empresa que havia solicitado o desligamento do relógio foi notificada pela EDP para regularizar os débitos e só então a irregularidade foi descoberta. O caso foi parar na Polícia Civil.

O que chama a atenção do delegado é que mesmo com o relógio em nome de outra pessoa jurídica, a prefeitura continuou pagando a EDP até cinco meses atrás, quando parou o pagamento e, em função disso, a concessionária suspendeu a energia e notificou a empresa.

“Temos informação de que esse tipo de situação ocorre em outras escolas do município e estamos apurando”, explicou o delegado.

A EDP informou que apenas acompanhou a Polícia Civil na visita às escolas e não se manifestou sobre o assunto.

O outro lado
Em nota, o prefeito Thiago Peçanha disse que desconhece qualquer tipo de ato de irregularidade quanto às instalações elétricas dos prédios citados.

Ele ressaltou ainda que os servidores do departamento de eletrificação da prefeitura foram todos exonerados recentemente e uma nova equipe assumiu o setor.

“Os fatos serão apurados e caso seja necessário, abriremos um processo administrativo”, garantiu o prefeito.

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