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A Polícia Civil deu informações na manhã desta quarta-feira (27) sobre a conclusão do inquérito do caso do universitário, de 20 anos, que foi encontrado com a barriga aberta na praia do Ermitão, em Guarapari, em janeiro deste ano. A namorada do rapaz, de 21 anos, foi indiciada pela polícia, que concluiu que a lesão foi cometida por ela.
De acordo com o titular da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) de Guarapari, Franco Malini, alguns pontos serviram para embasar a conclusão do caso. O primeiro, segundo ele, foi que apenas o casal estava na praia na madrugada em que o crime aconteceu. Isso foi concluído após a análise de câmeras de videomonitoramento da região e o depoimento de testemunhas que estavam nas proximidades do parque.
A ligação da jovem para a mãe foi outro elemento para constatar que o casal estava sozinho no local do crime. “Ela tinha combinado de voltar para casa 1h, porém não retornou. A família começou a procurar e tentar contato telefônico. A mãe conseguiu contato telefônico por volta de 2h20. A mãe relata que escutou apenas a voz de sua filha em 50 minutos de ligação e, em alguns momentos, o rapaz falando praia do Ermitão, que foi como conseguiram deduzir o local onde eles estavam”, explicou Malini.
Além disso, a jovem fez exame de corpo de delito logo após o casal ser encontrado. Na época, a defesa dos jovens informou que eles foram vítimas de ataque de um assaltante enquanto estavam na praia. No entanto, para a polícia foi ela quem causou a lesão no namorado.
“Outro fato que nos levou ao indiciamento da moça é que ela apresentava algumas lesões de ataque na mão. Ela apresentava feridas nos dedos se um corte na mão que nos indiciou que ela teria agredido e cortado o rapaz”, relatou o delegado.
A polícia ainda informou que o corte feito na barriga do jovem não foi um corte cirúrgico, mas um corte grosseiro feito com caco de vidro, provavelmente. No entanto, o objeto usado para a perfuração não foi encontrado.
A polícia também desconhece o uso de fetanil por universitário com barriga aberta. O medicamento serve para aliviar a dor.
O delegado-geral da Polícia Civil, Darcy Arruda, afirmou que essa foi uma investigação difícil. “Tratava-se de um casal em um local ermo, de madrugada, onde não tinha testemunhas, câmeras e outras informações no local a não ser as do casal”, contou.