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Polícia

Polícia investiga cantora gospel e marido sob suspeita de pirâmide

Esquema consiste na atração de investidores com a promessa de retornos acima de aplicações no mercado

Foto de perfil de Agência Folhapress

Agência Folhapress

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Uma cantora gospel com mais de 139 mil seguidores no Instagram e seu marido são investigados pela Polícia Civil de Minas Gerais, suspeitos de estarem por trás de um esquema de pirâmide.

A cantora, de 28 anos, que afirma ser frequentadora de uma igreja evangélica, é sócia juntamente com o marido, de 34 anos, da uma empresa de Investimentos, com sede em Belo Horizonte (MG).

O inquérito, aberto por suspeita de estelionato, teve início a partir de denúncias feitas contra o casal na delegacia de Lagoa Santa, município da região metropolitana de Belo Horizonte, vizinho à cidade de Pedro Leopoldo, onde nasceu a cantora.

O esquema de pirâmide consiste na atração de investidores com a promessa de retornos acima de aplicações no mercado. Cada pessoa que entra precisa aportar um montante e apresentar novos membros.

Os recursos são repassados para quem está no topo da pirâmide, ou seja, quem entrou antes. Enquanto novos membros topam participar do esquema, os repasses seguem. Quando ninguém mais aparece, o sistema quebra. A prática é ilegal no país.

A polícia não informa quantas pessoas até agora afirmam terem sido lesadas nem a data do início da investigação.

“Em relação ao casal suspeito de estelionato, já há um inquérito tramitando na unidade policial. Algumas vítimas já foram ouvidas. O casal foi intimado, mas não compareceu para prestar depoimentos”, afirmou o delegado responsável pelas investigações, Flávio Rabello Teymeny, em vídeo repassado pela corporação.

Nas redes sociais, além de cantora gospel, elase apresenta ainda como trader (como são conhecidos agentes do mercado financeiro) e “model in Dubai” (modelo em Dubai).

A cantora afirma que houve erros na empresa, mas os atribui a funcionários.

“Começaram a adiantar pagamentos a investidores. Verificamos também comprovantes falsos de repasses dentro do sistema. Temos prova de tudo isso”, diz. Segundo ela, os problemas teriam começado ainda no ano passado.

Conforme a cantora, sua empresa, criada há três anos, opera com investimentos em Bolsa de Valores e chegou a ter 3.972 clientes. “Hoje, não sei quantos são”, afirma.

Já o marido da cantora declara que o casal não atua na Bolsa de Valores, mas no mercado de token não fungível (NFT). Ele diz ainda que o casal costuma afirmar que trabalha com a Bolsa para não citar a área em que atua realmente e, assim, não despertar a concorrência. “Não somos pirâmide”, afirmou.

O mercado de token não fungível negocia ilustrações, animações e vídeos no mundo virtual que são vendidos com certificado de autenticidade digital. Questionado sobre como exatamente atuaria neste mercado, ele disse que, para falar mais, teria que cobrar consultoria.

O casal diz que colocaram em andamento uma auditoria para saber o que aconteceu na empresa. O procedimento está sendo feito pelo próprio casal. “Eu e meu marido vamos dar a palavra final sobre quem investiu ou não”, afirma a cantora.

Sobre o depoimento à Polícia Civil, o casal diz não ter sido intimado para comparecer à delegacia. “Não chegou nada nem para nós nem para o nosso advogado”, disse a cantora. 

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