
Segundo informações divulgadas na época pela Polícia Militar, o ônibus não tinha autorização para o transporte de estudantes. Morreram no acidente as universitárias Thereza Fausta da Silva Neta, 20 e Joilma Couto Carneiro Cazzador, 40.
O motorista responderá por dois homicídios dolosos, cinco lesões graves, uma lesão gravíssima, na qual a vítima teve o braço amputado, e seis lesões leves. Na avaliação do delegado, o motorista assumiu o risco, ao trafegar com ônibus em condições inadequadas.
Segundo o delegado, o laudo apresentado na segunda-feira pela equipe da engenharia da perícia da Polícia Civil constatou vários problemas graves no freio do veículo, pneus carecas e várias partes amarradas com arame.
“Nem foi uma negligência. Foi uma coisa absurda o estado do ônibus. Ele sabia do risco que havia e que poderia ocorrer alguma coisa ruim a qualquer momento”, destacou o delegado. O pedido de prisão foi encaminhado na quarta-feira à Justiça.
A estudante de psicologia, Sara Lima dos Santos, de 18 anos, que perdeu o braço no acidente, foi sucinta sobre o pedido de prisão do motorista. “A Justiça foi feita. Todos nós esperávamos que isso acontecesse”, disse.
Ednilda Aguiar da Silva, a Nilda, 59, moradora de Muniz Freire, é mãe de uma estudante que era usuária do transporte escolar, mas que faltou aula no dia do acidente. Ela acredita que a filha recebeu um livramento do céu.
“Uma semana antes da tragédia, ela comentou com o irmão que o ônibus tinha ficado sem freio, mas que ele não deveria falar nada comigo. A justiça dos homens tem que ser feita, em função da negligência do motorista”.
O motorista foi procurado, mas não foi localizado pela reportagem.
