A Polícia Civil, por meio da Superintendência de Polícia Regional Norte (SPRN), deflagrou, na última semana, a 2ª fase da Operação Carga Pesada, concluindo 24 inquéritos policiais de furto de caminhões. Até a última quinta-feira (03), foram presas 11 pessoas e cinco armas foram apreendidas.

Segundo o titular da SPRN, delegado João Francisco, no mês de março deste ano foi instituída uma força tarefa para investigar as ocorrências de furto e roubo de caminhões e, de forma gradativa, durante três meses identificaram a organização criminosa.
“Durante estes 3 meses fizemos algumas operações e na última quinta-feira (03), prendemos 11 pessoas e 7 estão foragidos. Além disso, recuperamos 18 caminhões e vamos concluir 24 inquéritos que investigam esses fatos, neste momento, lembrando que a investigação continua para identificar ramificações em outras partes do Estado” , disse o delegado.
De acordo com o titular do Deic de Aracruz, delegado Rodrigo Peçanha, na primeira fase, que aconteceu em março, 11 20 pessoas foram presas e 4 ficaram foragidas. Na última semana, 11 envolvidos foram presos, totalizando 31 presos envolvidos na Organização Criminosa, até o momento.
Ainda segundo a Polícia Civil, entre os presos, estão os responsáveis pelo furto, desmanche e revenda de peças dos caminhões. Boa parte das peças eram vendidas no Sul da Bahia.
Investigação
No dia 30 de novembro de 2019, a Delegacia Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Venda Nova do Imigrante iniciou uma investigação sobre o furto de um caminhão. Então titular da unidade, o delegado Geraldo Peçanha e sua equipe de investigação constataram que aquela não era uma ação criminosa isolada, mas estava relacionada a outros crimes, registrados em localidades distintas.
O levantamento aponta que, de 01 de janeiro de 2020 até o dia 19 de março, três grupos furtaram 303 veículos de carga em território capixaba, entre caminhões caçamba, carroceria, pipa, munck, carretas e caminhonetes. Aproximadamente 30% dos veículos foram recuperados no decorrer das investigações.
Em alguns casos, os veículos eram encaminhados para desmanche, com o objetivo de revenda das peças. Em outros, eram ‘encomendados’, ou seja, os modelos eram escolhidos especificamente para atender a um comprador. Também houve ocasiões em que os suspeitos pediram resgate aos proprietários, chegando a exigir até R$ 25 mil para devolver o caminhão furtado.

