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De 35 integrantes do Primeiro Comando de Vitória (PCV) identificados pela Polícia CIvil, 24 foram presos e 11 estão foragidos. Todos já foram indiciados. As prisões aconteceram em diferentes bairros de Vitória durante a “Operação Sicário” que começou no último dia 17 de setembro.
Segundo o chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Romualdo Gianordolli, a investigação foi feita com base no Primeiro Comando de Vitória (PCV), que surgiu em 2010, dentro dos presídios capixabas, mas com sede na região do “Território do Bem”, que contempla a Penha e bairros vizinhos.
O delegado ainda explicou que a organização criminosa tem forte ligação com o Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro, mas possui uma estrutura semelhante ao do Primeiro Comando Capital (PCC), de São Paulo.
Logo que a facção surgiu, o trabalho de inteligência da polícia apreendeu um bilhete, em uma unidade prisional, com mais de 30 itens que marcavam a criação da organização.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, a investigação identificou que esse grupo conseguiu se articular ao longo dos anos, mesmo com o trabalho de combate ao tráfico de drogas no local e com todas as lideranças dentro da cadeia.
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Segundo o delegado Romualdo Gianordolli, toda guerra precisa ser aprovada pelo comando central, que é composto por: Carlos Alberto Furtado (Beto), que está em presídio federal, João de Andrade, Itamar Martins Falcão, Cleuton Gomes Pereira e Gleydson Luiz de Oliveira.
Entre as principais áreas de atuação da organização estão os bairros Itararé, Bonfim, Bairro da Penha e São Benedito. As investigações também apontam que há, ainda, ramificação por diversos municípios do Espírito Santo, inclusive no interior.
“Se for um homicídio específico, às vezes não tem necessidade de aprovação do comando central, mas toda guerra e decisão importante necessariamente tem que passar pelo comando central”, explicou o delegado.
Abaixo do comando central está a liderança central de cada morro, em seguida vêm os gerentes por localidades e por droga. Além disso, há um grupo responsável por ficar na contenção, também conhecidos como faixa preta. “São conhecidos por andar armados, promovem ataques e ficam armados fazendo plantão, diferente dos gerentes que raramente andam com armas, mas têm braços armados e seguranças”.
No último escalão do tráfico de drogas estão os vapores, que são conhecidos por ficarem com rádios passando informações e soltando fogos para informar a presença da polícia.
Prisão mais importante
A prisão mais importante da operação foi a de Thiago Cândido Viana, conhecido como Baé, fornecedor de drogas e armas pesadas ao PCV.
“Ele é um grande fornecedor e ao mesmo tempo muito difícil de ser preso, sempre mudando de telefone e com contato no Paraguai e no Rio de Janeiro. Quando ele foi preso, não estava com arma porque ele criou uma estrutura que faz negociação diretamente com as lideranças e raramente deixa rastros, além de ser pouco visto nas comunidades”, explicou Romualdo.
Além do Thiago, um outro alvo da Polícia Civil, que exerce a mesma função e está foragido é o Lucas Pinheiro Marchesi, conhecido como Tôtô.