
Foi por meio dessa delação, assim como mediante aprofundamento das investigações, que a polícia obteve indícios da participação dos médicos Rodrigo Souza Soares e Marcos Robson de Cássia Alves Junior, presos na manhã de ontem sob a acusação de fazer cirurgias com material usado.
A delação teria sido feita pelo enfermeiro Thiago Waiyn, que foi solto no último dia 21. No acordo, haveria a previsão de redução da pena do enfermeiro, caso condenado.
Os advogados de Thiago, Glauco Reis e Ricardo Pessanha, foram procurados pela reportagem, mas não comentaram o assunto, já que houve a decretação de sigilo do caso. “Ele está à disposição da Justiça e da polícia”, afirmou Ricardo.
O promotor de Justiça Bruno Araújo Guimarães, da Promotoria de Justiça Criminal da Serra, acompanhou todos os passos e acordou com os advogados.
Prisões
Sem citar quantidade, o delegado Raphael Ramos, do Nuroc, reafirmou que na lista dos investigados estão mais médicos, profissionais da saúde e empresários. Ele disse que novas prisões poderão acontecer em breve.
“Não descartamos a possibilidade de novas prisões nos próximos dias em relação a médicos e a outros profissionais da área da saúde, empresários e a outras pessoas potencialmente envolvidas”.
Paralelo a isso, a polícia tenta quantificar o número de pacientes que foram vítimas do esquema. Alguns já foram identificados por meio de investigações e em análises dos materiais apreendidos.
Raphael contou que a polícia já descobriu que um paciente teve infecção após fazer cirurgia ortopédica. Ele e outros pacientes serão ouvidos em uma nova fase.
Sobre o medo das pessoas em fazer cirurgias, ele orientou que os pacientes não desistam. “A principal cautela que o paciente tem de ter é em relação ao seu médico. Ele tem de ter relação de confiança com o seu profissional”.
Leia a reportagem completa no jornal A Tribuna desta quinta-feira.