O suspeito de ter atirado com uma submetralhadora contra uma viatura da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, em 26 de junho deste ano, foi preso pela polícia em casa, no bairro Jardim Limoeiro, na Serra, na quinta-feira (30). Segundo o delegado, era o primeiro dia dele na vida do crime.

“Nós estávamos saindo de Planalto Serrano quando recebemos a informação de que um Polo prata tinha efetuado disparos em Nova Carapina II. Chegando na avenida Belo Horizonte vimos o veículo, demos ordem de parada e não obedeceram”, explicou o delegado Rodrigo Sandi Mori.
Houve uma perseguição e os criminosos disparam. Quatro tiros atingiram o retrovisor, e um pegou no capô da viatura. Durante a fuga, os bandidos bateram em um muro, e dois deles foram presos ali no local. Outros dois conseguiram fugir, mas foram identificados no mesmo dia.
Nesta quinta, a delegacia montou uma operação e cercou a casa de Alef, que se rendeu. No quarto dele, a polícia encontrou 30 munições de calibre 380, 13 de calibre .40, 30 buchas de maconha e um carregador alongado, da submetralhadora usada no dia do ataque.
O criminoso foi autuado em flagrante por tráfico e posse ilegal de munição de uso restrito. Além disso, vai responder por seis tentativas de homicídio – três contra policiais e três contra os criminosos rivais -, tráfico, associação ao trafico e porte ilegal de arma de fogo.
“A prisão dele era uma questão de honra, para mostrar que ações como essa não serão toleradas por nós. Quem atirar na polícia terá uma resposta efetiva e imediata como aconteceu com esse indivíduo”, declarou o delegado. Agora, só o motorista que dirigia o veículo segue foragido.
Alef contou, em depoimento, que trabalhava de carteira assinada antes do ataque. “Ele começou no crime exatamente por essa vingança do primo, porque um dos que estavam no carro rival teria envolvimento nessa morte. Mas isso mostra que o crime não vale a pena e só tem duas saídas: a prisão ou a morte.”

