A professora de geografia Danielly Wandermurem Benício, de 36 anos, chegou a pedir ajuda a um pastor enquanto estava separada do marido, o engenheiro elétrico Patrick Noé dos Santos Filgueiras, 38. A revelação foi feita por uma colega de trabalho da professora, 35, durante depoimento à polícia.
A declaração da colega de trabalho foi anexada ao processo judicial que apura a morte da professora. Danielly foi encontrada morta dentro do quarto do apartamento onde morava com o marido, em Jardim Camburi, no dia 30 de dezembro do ano passado.
Inicialmente, a polícia acreditava se tratar de um suicídio, mas laudos do Departamento Médico Legal (DML) apontaram que, na verdade, se trata de um “homicídio cometido mediante ação contundente”. O principal suspeito do crime, segundo a polícia, é Patrick por ele ser a última pessoa vista a sair do apartamento antes da morte de Danielly e a primeira a entrar no imóvel, após o crime.
Durante as investigações do crime, a colega de trabalho da professora foi ouvida na Delegacia Especializada em Homicídios Contra a Mulher, responsável pelas apurações do caso, e declarou a equipe que, após uma separação do casal, Danielly a ligou e disse que queria ajuda de um pastor.
A colega indicou um pastor e, tempos depois, soube que a vítima tinha reatado o relacionamento com Patrick. Informou ainda que soube mais tarde que a professora buscou aconselhamento com o pastor.
No entanto, a colega não informou quando foi esse pedido de indicação de pastor e sobre o que a professora tratou com ele. Segundo ela, Danielly era muito reservada quanto a seu casamento com Patrick.
