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Quadrilha que recebia auxílio emergencial movimentou mais de R$ 1 bilhão

Operação da Polícia Federal investiga ação da organização criminosa no Espírito Santo e em Minas Gerais

Materiais apreendidos em casa de acusados

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A Polícia Federal e a Receita Federal realizaram a operação “Receita de Família”, na manhã desta quarta-feira (7), no Espírito Santo e em Minas Gerais, para desarticular uma organização criminosa que atua de forma familiar praticando vários crimes envolvendo dinheiro e patrimônios.

De acordo com a Polícia Federal, são eles: evasão de divisas (quando a pessoa envia dinheiro para o exterior sem declará-lo à Receita Federal e nem pagar os impostos), ocultação de patrimônio, sonegação fiscal e compra e venda de ouro e joias de forma ilegal. 

Foram expedidos pela 3ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Belo Horizonte e cumpridos pela PF três mandados de prisão, oito de busca e apreensão, sendo sete em Belo Horizonte e Nova Lima e um no Espírito Santo.

Além disso, também foi autorizado o sequestro de contas, veículos, imóveis e demais bens dos líderes da organização.

 
















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De acordo com a Polícia Federal, os membros dessa organização estão entre os maiores devedores, entre pessoas físicas, da Receita Federal do Brasil em Minas Gerais. Suas dívidas ultrapassam a cifra de R$ 1 bilhão.

A PF explicou também que os acusados vão responder pelos crimes contra o sistema financeiro, evasão de divisas, ocultação de patrimônio, sonegação fiscal e compra e venda ilegal de ouro e joias. Caso sejam condenados, as penas somadas podem ultrapassar os 20 anos de prisão.

“Receita de Família”

O nome da operação foi escolhido porque as contas de parentes eram utilizadas por vários anos para perpetuar a prática criminosa e também para fugir do pagamento de impostos devidos à Receita Federal.

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