Arma na cabeça, ameaça de morte e dinheiro roubado feitas por piratas do asfalto. Essas são algumas experiências vividas por empresários e sacoleiros que, para aumentar a segurança durante as viagens de excursões, contratam até escolta armada.
O empresário Rogério de Luca, de 42 anos, trabalha há 12 anos transportando sacoleiros até São Paulo. Ele conta que decidiu investir em segurança, após ter sido vítima de dois assaltos, com 43 passageiros, no início da carreira.
“Na época, os bandidos fecharam o nosso ônibus no meio da estrada, invadiram o veículo, colocaram a arma na minha cabeça e depois me levaram para uma área de vegetação com os passageiros. Ficamos reféns e depois eles fugiram levando tudo que podiam. Foi a partir daí, que decidi contratar alguns serviços de segurança”, contou.
O empresário, que hoje atua com três ônibus de turismo, contou que trabalha com serviço de escolta armada, além de mais três seguranças que seguem viagem com os passageiros.
“Geralmente, viajo com três ônibus e no meio deles, um outro veículo com dois seguranças armados fazem a escolta. Além disso, eu coloco, pelo menos, um segurança dentro de cada ônibus.”
Quem também passou por situação parecida e decidiu se prevenir foi um empresário, de 68 anos, que pediu para não ser identificado.
“No assalto, os bandidos embarcaram em uma parada que fizemos para jantar. Eles nos ameaçaram e colocaram a arma na gente. A partir desse fato, eu comecei a usar detector de metal. Um mês depois, com o uso do aparelho, descobri que uma pessoa estava tentando entrar no ônibus com uma arma. Ele fugiu e não roubou nada. Hoje, trabalho com um segurança dentro de cada ônibus”, relatou.
Experiências negativas de outros empresários serviram de exemplo para Edmar Corrêa, 50. Sua empresa não tem registro de assaltos e, mesmo assim, ele investiu “pesado em segurança”.
“Você não precisa ser roubado para pensar em segurança. Nunca fomos roubados, mas contamos com sistema de segurança dentro de todos os ônibus. Desde videomonitoramento, detector de metal até a presença de seguranças.”

